Segundo dados divulgados pelo DEPEC – Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, nesta quinta-feira (03/03) os indicadores econômicos apontaram para uma melhora da economia mundial em fevereiro. Apesar de termos novos desafios pela frente pois não se tem ainda dimensão dos efeitos da guerra entre Rússia X Ucrânia e nem o seu tempo de esgotamento os números mostram que principalmente devido a melhora das condições da pandemia mundial e da natural normalização das cadeias produtivas foram positivos.

O índice PMI composto da Área do Euro, por exemplo, avançou de 52,3 para 55,5 pontos entre janeiro e fevereiro. Este resultado refletiu o avanço do setor industrial e principalmente de serviços, diante da flexibilização das restrições de combate à pandemia no período.
Para os próximos meses, as incertezas estão elevadas dados os gargalos ainda presentes na cadeia global de insumos e suprimentos e o aumento de custos dada a forte elevação dos preços das commodities, agravado pelas tensões no Leste Europeu, principalmente na toante a oferta de energia e de alguns produtos agrícolas.
Já nos Estados Unidos, continua a pressão inflacionaria que agravada pela escassez de mão de obra limita o desenvolvimento do país. Estes indicadores devem continuar pautando as decisões do Fed, a despeito das incertezas advindas das mudanças do ambiente global. Divulgado ontem, o Livro Bege apontou que a atividade econômica no país cresceu em ritmo modesto a moderado, ainda que a perspectiva para os próximos seis meses tenha permanecido otimista.
A escassez de mão de obra continua como o principal fator limitante para o crescimento, o que tem se refletido em elevação dos salários. Os preços subiram em ritmo robusto, refletindo o aumento dos custos das matérias-primas, desafios logísticos, mão de obra escassa e alta rotatividade.
Fonte: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos
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