O Instituto Aço Brasil prevê queda de 2,2% na produção nacional de aço em 2025, totalizando 33,1 milhões de toneladas, pressionada por importações recordes. A concorrência predatória já provocou o fechamento de 5 mil postos de trabalho, e corte de R$ 2,5 bilhões em investimentos. Já as vendas internas devem recuar 0,5%, para 21,2Mt, enquanto o consumo aparente deve subir 2,4%, a 26,7 milhões, impulsionado pelas importações. As exportações avançarão 6,9%, chegando a 10,2 milhões. E o volume das importações deverá ser 168% superior à média de 2000-2019, elevando a penetração deles para 21%, contra o histórico de 9,7%.

“Esse nível é inaceitável, e já representa um terço das vendas internas. A tarifa efetiva de importação é de apenas 7,2%, bem inferior aos 25% do mecanismo cota-tarifa. Para 2026, o Instituto projeta nova alta de 10% nas importações, a 6,3 milhões de toneladas, e nova queda de 2,2% na produção, para 32,4Mt”, analisa Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto. “O Brasil precisa reagir como fizeram os EUA, a UE e o México, para evitar a transferência de empregos ao exterior e a suspensão dos investimentos no Brasil”, destaca por sua vez André B. Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho Diretor da entidade
Já os resultados do mês de novembro registraram a produção total de aço bruto de 2.800Mt, contra as 2.781Mt no ano passado, uma alta de 0,7%. As vendas internas foram de 1.029Mt, contra 1.047Mt no ao passado, uma queda de 3,5%. A seu turno, as exportações foram de 1.035Mt, contra 479Mt em 2024 – portanto uma expressiva alta de 116,2% –, enquanto as importações somaram 469Mt, contra 399 Mt do ano passado, um crescimento de 17,5%. E, no cômputo geral, o consumo aparente registrou 2.150Mt, contra 2.191Mt, permanecendo estável.
Fonte: Instituto Aço Brasil








