Para o SIMPI Nacional, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de iniciar um novo ciclo de cortes na taxa Selic, com redução de 0,25 ponto percentual é positivo, mas insuficiente para aliviar os efeitos já acumulados sobre a atividade produtiva. Segundo Joseph Couri, presidente do SIMPI Nacional, o nível atual de juros continua impondo um ambiente adverso para empresas de menor porte. “Uma Selic elevada por muito tempo traz queda de investimentos, estresse financeiro e aumento de recuperações judiciais. É um cenário recessivo que afeta diretamente indústria, comércio, serviços e o produtor rural”, afirma.
Para o presidente da entidade, a decisão do Banco Central ocorre em um contexto de tensões internacionais que elevam a volatilidade nos preços de commodities e pressionam as expectativas inflacionárias. Esse cenário, segundo o SIMPI, contribui para a manutenção de uma política monetária ainda conservadora, mesmo com o início do ciclo de cortes. “Estamos diante de um momento de insegurança econômica global, com risco de inflação mais alta e possíveis problemas de abastecimento. Isso reforça um ambiente de cautela que, na prática, inibe o crescimento econômico”, diz.
De acordo com Couri, o impacto vai além do número oficial da taxa básica. “Não podemos nos iludir com a Selic nominal. Para os pequenos empresários, o custo do crédito é significativamente maior, com acréscimos que podem chegar a 4% ou 6% acima das taxas praticadas em outros mercados. Isso torna o ambiente ainda mais desafiador”, destaca.
Fonte: romulo.pontes@nacomunicacao.com.br Assessoria de imprensa








