Divulgado anualmente, o estudo Tendências de RH, da consultoria global de gestão organizacional Korn Ferry, analisou o avanço da inteligência artificial generativa na área de Recursos Humanos. Os dados apontam que, apesar da ampla discussão sobre o tema, a adoção da tecnologia ainda ocorre de forma cautelosa e desigual entre as organizações.
Segundo o levantamento, 53% das empresas ainda não utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em seus processos de RH. Além disso, mais da metade das organizações (52%) admite não possuir conhecimento aprofundado sobre essas tecnologias, enquanto só 10% se consideram bem familiarizadas com o tema. E Apenas 2% das empresas afirmam ter realizado redução de estrutura organizacional em decorrência da adoção da inteligência artificial generativa. Em contrapartida, a ampla maioria (88%) declara não planejar qualquer diminuição do quadro de funcionários associada ao uso da tecnologia.
O estudo também identificou os principais pontos de atenção relacionados ao uso da inteligência artificial em RH. A privacidade de dados lidera as preocupações, citada por 70% dos entrevistados, seguida pela falta de expertise interna (54%) e por questões relacionadas à ética e viés algorítmico (36%).
Para a Korn Ferry, os dados indicam que a IA tem sido tratada muito mais como uma alavanca de eficiência do que como um instrumento de corte de custos. “O foco das organizações está na otimização de processos, ganho de agilidade e apoio à tomada de decisão, e não na substituição direta de pessoas”, afirma Rodrigo Accarini, Sócio Sênior e Líder de Soluções Digitais na Korn Ferry Brasil.
Fonte: Maik Uchoa<maik.uchoa@nacomunicacao.com.br> Assessoria de imprensa








