Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), apontam que no primeiro trimestre de 2026 as exportações totalizaram US$ 82,3 bilhões alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025 e as importações somaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para os meses de janeiro a março. Somente em março as exportações cresceram 10% na comparação anual, chegando a US$31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, para US$25,2 bilhões. Com isso, a corrente de comércio do mês alcançou US$56,8 bilhões, expansão de 14,3.

No primeiro trimestre de 2026, o desempenho setorial do comércio exterior brasileiro foi liderado pelo agronegócio, que alcançou US$38,1 bilhões em exportações — um recorde histórico para o período de janeiro a março. A indústria extrativa também se destacou, com crescimento de 22,6%, impulsionada por petróleo e minérios. Entre os produtos, a soja em grãos manteve protagonismo, com 23,47 milhões de toneladas embarcadas, alta de 5,9%. A China permaneceu como principal destino das exportações do agro, somando US$11,3 bilhões e crescimento de 4,7%. O Ministério do Desenvolvimento (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações recordes de US$364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. Para as importações, a previsão é de US$292,1 bilhões, com crescimento de 4,2%, gerando um superávit anual estimado de US$72,1 bilhões.
Para Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp, o cenário, porém, exige cautela. A volatilidade cambial, as incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos residuais das tarifas americanas criam um ambiente em que a gestão eficiente do câmbio deixa de ser um detalhe operacional e passa a ser um diferencial estratégico para empresas exportadoras e importadoras.
“O terceiro maior superávit trimestral da história, impulsionado por agro e indústria extrativa, revela um Brasil que diversificou destinos e ampliou volume, mas que ainda navega num cenário global de alta instabilidade tarifária”, explica Murilo Freymuller.
Fonte: Base Comunica basecomunica@ovocom.com.br Assessoria de imprensa








