Reunidos na capital paulista na data de hoje (12/05/26) dirigentes de entidades que representam a Coalizão Industria, cujo coordenador é Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, apresentaram a imprensa dados alarmantes sobre o processo de perda de competitividade da indústria nacional que irá gerar entre outras consequências a preocupante perda de capacidade de geração de empregos.
A Coalização Industria é uma entidade criada em 2018, e é composta por setores que respondem por 44,8% do PIB da indústria e por 60,6% das exportações de manufaturados, gerando 48,6 milhões de empregos diretos e indiretos, e, por ano, pagam R$ 500 bilhões em tributos. Fazem parte da Coalização setores como manufatura de calçados, vestuário, máquinas operatrizes, automotivo, construção civil, brinquedos e outros.
Foram apresentados demonstrativos mostrando que entre os doze setores que compõem a Coalizão Indústria, oito deles deverão registrar crescimento na produção abaixo de 4% em 2026 e dois deles já preveem que sofrerão retração. No ano passado seis registraram expansão abaixo de 4% e cinco sofreram retração. Segundo o IBGE, o PIB da indústria de transformação, e a produção industrial, encolheram 0,2%.
Diante deste quadro a Coalizão Industria defende a implementação de uma agenda em favor da recuperação da competitividade sistêmica e do mercado interno, diante do fraco desempenho em 2025 e da perspectiva para 2026. Entraves de longa data, somados a problemas que têm se agravado nos últimos anos, corroem a capacidade do setor de contribuir para o crescimento do país.
A entidade apresentou ainda levantamento que confirma o impacto da contribuição da indústria de transformação no crescimento do país. Nos últimos 76 anos, o Brasil cresceu acima de 4% em 32 anos. Em 80% das vezes em que isso ocorreu, a indústria mostrou-se o motor do PIB, tendo crescido em ritmo acima deste avanço.
Entre as principais iniciativas, a entidade defende o controle dos gastos públicos o que consequentemente iria contribuir para a redução das taxas de juros e a redução imediata do famigerado custo Brasil, além da formulação de um abrangente e eficaz sistema de defesa comercial contra o avanço das importações predatórias. Ainda segundo a Coalizão a situação tende a piorar devido à concorrência desleal dos produtos importados principalmente oriundos da China. Aquele país adotou como motor de crescimento a indústria e todo o excedente é direcionado ao mercado global, encontrando espaço em países nos quais os mecanismos de defesa comercial não fazem frente ao ataque predatório. A Associação do Comércio Exterior do Brasil, que também é uma das associadas da Coalizão, prevê novo déficit recorde em 2026 na balança comercial de manufaturados, estimado em cerca de US$ 146,4 bilhões.
Veja a matéria completa e a integra do manifesto lançado nesta reunião na edição de maio da Revista Siderurgia Brasil.










