Aumentar de forma consistente o investimento produtivo, equilibrar as contas públicas, reduzir o custo do capital para novos empreendimentos, garantir isonomia no tratamento da indústria nacional frente aos produtos importados, e promover simplificação tributária e burocrática. Essas são algumas das propostas consideradas fundamentais para que o Brasil volte a crescer de forma acelerada e sustentável, permitindo que a indústria recupere seu papel histórico como motor do desenvolvimento econômico e social.
Nesse contexto, torna-se indispensável criar mecanismos capazes de conter o avanço da desindustrialização registrada nas últimas décadas. Não se trata de fechar o mercado ou limitar a concorrência internacional, mas de criar condições para que produzir no país volte a ser competitivo e atraente para investidores nacionais e estrangeiros. Sem uma base industrial sólida, o Brasil perde capacidade de gerar empregos qualificados, estimular inovação tecnológica e sustentar o crescimento de longo prazo.
Essas reflexões fazem parte de uma das principais reportagens da nossa edição deste mês, produzida a partir de reunião realizada em São Paulo com lideranças empresariais de 13 segmentos industriais, responsáveis por cerca de 50% do PIB brasileiro. O grupo deixou claro que não busca proteção artificial para a indústria nacional, mas igualdade de condições competitivas. O objetivo é fazer com que o Brasil adote mecanismos capazes de fortalecer sua indústria, preservar empregos, ampliar investimentos e estimular a competitividade.
O encontro também debateu o cenário macroeconômico, especialmente os impactos da elevada taxa de juros sobre os investimentos produtivos, o comportamento do consumo interno, e a necessidade de uma política fiscal equilibrada e previsível. Os representantes destacaram a urgência de medidas estruturais capazes de destravar o crescimento.
Nesta edição apresentamos ainda uma ampla cobertura da FEIMEC, considerada a maior feira de máquinas e equipamentos da América Latina. Mostramos os principais destaques do evento, e as tendências tecnológicas que reforçam o papel da inovação como motor de competitividade.
A China segue no centro das discussões econômicas globais. Publicamos artigo originalmente divulgado pelo jornal La Nación, de Buenos Aires, sobre os impactos da presença chinesa na indústria latino-americana. Segundo o articulista, ao disputar mercado com um produto chinês, a concorrência ocorre não apenas com uma empresa, mas com toda a política estatal de uma das maiores potências econômicas do planeta.
Avançamos também na gestão empresarial. Em entrevista exclusiva, um dos mais respeitados consultores e professores universitários do país destaca que o uso estratégico das informações, aliado a ferramentas como Inteligência Artificial e IoT, pode transformar decisões operacionais e estratégicas, gerando ganhos de produtividade e competitividade.
No campo estatístico, confirmamos que grande parte dos setores industriais teve pouco a comemorar no último mês, já que os indicadores ficaram abaixo das expectativas. Ainda assim, permanece um clima de esperança entre os segmentos produtivos, que enxergam oportunidades de retomada no médio prazo.
Complementamos esta edição com a tradicional seção “Energia”, trazendo novidades do setor. Já na seção “Vitrine”, o destaque é a parceria entre a revista e o portal Siderurgia Brasil e a Messe Brasil, organizadora da Interform 2026, que acontecerá em setembro. Estamos criando um caderno especial para o evento com destaque para todos os expositores.
Encerramos agradecendo a confiança e o prestígio de nossos leitores, renovando o convite para que continuem nos enviando sugestões e opiniões, contribuindo assim para que possamos oferecer, a cada edição, um produto editorial ainda mais qualificado e alinhado às necessidades da indústria brasileira.
Forte abraço, e boa leitura!
Henrique Isliker Patria
Editor-chefe – henrique@grips.com.br








