ABIMAQ – Indústria de Máquinas ensaia sua recuperação

por | 04/04/2023 | Notícias |


Depois de um mês de janeiro desastroso em que os números mostraram que foi o pior mês de janeiro dos últimos 3 anos. No mês de fevereiro houve um crescimento de 7% na sua receita líquida de vendas em relação a janeiro. Porem se considerarmos a comparação com janeiro do ano passado, persistiu a queda desta vez de (-) 7.8%. Com este resultado o bimestre fechou com uma queda de 7,1%.

O que vem salvando a indústria tem sido as exportações pois no mês de fevereiro novamente a marca de US$1 bilhão foi superada, como aliás vem acontecendo há cerca de 10 meses. Estes números que superam as performances de 2012, quando foram registradas as melhores marcas do setor, têm um outro fator positivo, pois não se limita somente ao valor monetário, mas observa-se também um crescimento no volume e quantidade de bens exportados, o que vem mais uma vez comprovar a eficiência e qualidade do produto nacional.

No entanto, as vendas para o mercado interno apesar dos 7% de crescimento no mês ainda causa algum desconforto pois o resultado do bimestre como informado acima ficou muito aquém do esperado. E este resultado foi corroborado pela comparação com o ano anterior.

Nos comentários sobre os resultados, os apresentadores da Abimaq, chamaram atenção de que a relativa melhora nas vendas ocorreu justamente para setores menos dependentes de crédito, uma vez que os juros continuam inibindo o crescimento, no seu entendimento.

Outro ponto positivo observado nas exportações é que o quadro da distribuição pelas regiões do mundo que consomem nossos produtos se mantém inalterado, com pequenas variações.

Ao observarmos o quadro notaremos que houve um aumento de exportações para todas as regiões. Em termos participativos o destaque continua sendo a América do Sul que recuperou o seu nível histórico pré 2019. Essa recuperação da América do Sul, explica, em parte, o resultado positivo observado nos últimos meses.

Houve também recuperação no nível de ocupação do setor em relação a janeiro de 2,7%, atingindo 77,6% da capacidade instalada. Porém este número ainda é inferior a média da capacidade do ano anterior – 2022 – que havia sido de 79,2%.

Outro fator preocupante, agora com relação ao futuro é que a carteira de pedidos registrou nova queda agora de 3,8% que é a terceira seguida.

E por fim houve um crescimento no número de pessoas empregadas pelo setor. A alta agora foi de 0,5% atingindo 394 mil pessoas empregadas.

Este é o segundo mês de recuperação e contribuíram para contratações as indústrias de máquinas fornecedoras ao setor de bens de consumo duráveis e semiduráveis, construção civil e infraestrutura.