Desde janeiro deste ano, empresas que utilizam alta tensão (grupo A), como indústrias e comércios de grande porte, que necessitam de voltagem acima de 2,3 quilovolts (kV), podem aderir ao Mercado Livre de Energia. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), este mercado responde por 30% da energia consumida no país e de acordo com informações do Boletim InfoMercado Quinzenal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Mercado Livre de Energia registrou um aumento de 5% em comparação a 2023.
O CEO da Spirit Energia, empresa especializada em assessoria de consumidores no mercado livre de energia, Uberto Sprung, explica que um dos benefícios do segmento é ser um ambiente onde os vendedores e os compradores podem negociar energia elétrica voluntariamente. “Isso quer dizer que os consumidores conseguem escolher e contratar seus fornecedores de energia elétrica”, diz. Sprung ainda ressalta que este é um sistema oposto ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR), em que o consumidor é obrigado a comprar energia da distribuidora atuante na cidade em que a empresa está localizada.
Entretanto, o executivo destaca que “Essa migração inclui etapas como análise de viabilidade, em que analisamos a economia real e o produto que melhor se encaixa para o cliente e suas necessidades”. Isso porque o cliente terá a responsabilidade de comprar e gerir a energia, assumindo o risco de negociar em um mercado que tem regras e procedimentos específicos. “Se a pessoa comprar menos energia do que precisa, pode sofrer uma penalidade. O que também pode acontecer é ela precisar compensar a energia que faltou, comprando no mercado de curto prazo e ficando exposta a preços mais altos. Porém, se o empresário gerir a compra de energia de forma correta, a economia tende a ser recompensadora, chegando a até 30% da conta”, finaliza.
Fonte: redacao6@presse.inf.br – Assessoria de imprensa














