O segundo semestre de 2024 começou bem animador para a indústria automotiva brasileira. Os números apresentados pela Anfavea, entidade que representa os montadores de veículos no Brasil, mostram que em julho foram produzidas 247 mil unidades que é a melhor marca do ano e significou alta de 17% em relação a junho, como também foi o melhor resultado desde outubro de 2019. Com isso, a produção acumulada do ano foi a 1.385 mil unidades, superando em 5,3% os primeiros sete meses de 2023.

Conforme disse Marcio de Lima Leite, presidente da entidade, “Foi um volume tão relevante que superou até o mês de julho do ano passado, que havia sido fortemente impulsionado pela MP 1.175 do governo federal, aquela que oferecia descontos para a compra de carros zero-quilômetro”.
Foram emplacados no mês 242 mil veículos, com média diária de vendas de 10,5 mil unidades e bem próxima de 10,7 mil em junho, mas os três dias úteis a mais fizeram com que o volume total de emplacamentos fosse 12,6% superior ao mês anterior e 7% maior do que julho de 2023.
Outros motivos apontados por Leite foram que todos os segmentos e modalidades de vendas melhoraram, mas em especial o varejo subiu mais que as vendas diretas, as compras financiadas aumentaram e os modelos nacionais cresceram mais que os importados.
Mereceu ainda destaque o crescimento de 43,3% nos emplacamentos de ônibus, segmento que vinha tendo uma produção muito elevada, mas sem o mesmo efeito nas vendas. “Agora os estoques começam a escoar por conta de programas como o Caminho da Escola e renovações de frotas em ano de eleições municipais, projetando um segundo semestre muito positivo para o transporte público no país” projetou Leite.

Outro fator determinante foi o crescimento das exportações que subiram 35% em relação ao mês anterior, com 39.1 mil unidades embarcadas, mas que no acumulado do ano atingiram a 204,4 mil unidades, 21,7% abaixo dos sete primeiros meses do ano passado. Esse bom volume no mês foi influenciado pela concentração de embarques e pela entrega de veículos que aguardavam autopeças produzidas no Rio Grande do Sul.
Fonte: Anfavea














