Segundo Guilherme Clementino, engenheiro especializado em construção industrializada, construções industrializadas, que utilizam componentes pré-fabricados para montagem rápida, têm se destacado como solução eficiente em desastres naturais. Eventos como as enchentes e deslizamentos no Rio Grande do Sul em 2024, tragédia que afetou 2,4 milhões de pessoas, destacou a importância de uma resposta ágil à necessidade de abrigos e infraestruturas temporárias.
Atualmente, trabalha desenvolvendo projetos de industrialização na Espanha. Com mais de 12 anos de experiência em industrialização da construção civil, já desenvolveu diversos produtos habitacionais na tecnologia de pré-fabricado de concreto. Em 2022, participou da validação de um novo sistema habitacional industrializado, tendo feito vários ensaios atrelados à Norma de Desempenho NBR 15575, de Concreto Armado NBR 6118 e Projeto/Execução de Estruturas em Pré-Fabricado de Concreto NBR 9062.
Para o especialista, nessa situação, as construções industrializadas desempenham um papel fundamental ao oferecer soluções de moradia emergenciais de maneira mais rápida do que as construções tradicionais, ajudando a amenizar o sofrimento das populações afetadas.
“As construções industrializadas oferecem uma série de vantagens em situações de emergência, principalmente pela rapidez na montagem e pela durabilidade das estruturas. Em cenários de desastre, como o ocorrido no Rio Grande do Sul, essas soluções permitem a recuperação imediata de moradias e infraestruturas essenciais, como hospitais e escolas, em questão de dias. Além disso, a resistência das construções modulares, projetadas para suportar condições climáticas extremas, oferece maior segurança para as populações afetadas, reduzindo os custos com reparos frequentes e contribuindo para uma reconstrução mais sustentável e eficiente”, afirma Clementino.
Fonte: Comunicação Viva Press














