A Rede de Observatórios do Sistema Indústria, buscando compreender os movimentos globais que vão impactar a organização dos fluxos produtivos e o consumo nas próximas décadas. mapeou e analisou as principais macrotendências que devem afetar a indústria brasileira até 2040 e sugeriu ações de como os setores poderão se organizar para aproveitar as oportunidades e se defender das ameaças geradas.
Esse processo analítico identificou 14 macrotendências com potencial de impacto em toda a indústria nacional. Elas abrangem aspectos diversos, como mudanças nos padrões de consumo, novas tecnologias de produção, questões ambientais e transformações sociais. Para identificar essas tendências em nível global foi feito um levantamento exploratório em publicações e artigos científicos, nacionais e internacionais, bem como consultas a ferramentas de inteligência artificial. Em seguida, os conteúdos foram estruturados em uma matriz e foram feitas oficinas colaborativas com especialistas para análises mais complexas. Cadeias multidimensionais, Consumo singular, Cultura do bem-estar, Desigualdades socioeconômicas e Educação ubíqua são algumas das macrotendências abordadas.
Para definir quais setores industriais seriam analisados foi feita uma seleção por meio de um índice composto de diversos indicadores, tendo em vista as seguintes dimensões de análise: empresas e empregos, arrecadação tributária, produção, produtividade, pesquisa e desenvolvimento, comércio internacional. Ao todo, dez setores foram mapeados e analisados, tendo como base as 14 macrotendências e como elas poderiam afetar cada mercado e forma de produção.
O gerente do Observatório da Federação de Indústrias do Paraná (Fiep), Sidarta Ruthes, explica também que o intuito do levantamento é induzir posicionamentos mais ativos das indústrias frente às tendências globais. “O estudo é capaz de influenciar planejamentos estratégicos e processos de criação de novos produtos e serviços para a indústria brasileira sair na frente”.
Fonte: CNI














