A indústria automobilística brasileira manteve trajetória de recuperação em abril, mesmo com dois dias úteis a menos no calendário. Segundo a Anfavea, a produção de autoveículos alcançou 225,8 mil unidades no mês, alta de 2,4% em relação a abril de 2025. No acumulado do ano, foram produzidas 872,6 mil unidades, crescimento de 4,9% sobre o mesmo período do ano passado. A média diária de 12,4 mil veículos emplacados foi a melhor para um mês de abril desde 2014.

O mercado interno segue aquecido. Os emplacamentos somaram 248,3 mil unidades em abril, avanço de 19% na comparação anual. No quadrimestre, o total chegou a 873,5 mil veículos, alta de 14,9%. Apesar do resultado positivo, a entidade alerta para o aumento das vendas de importados, que cresceram 12% no período e atingiram 168,1 mil unidades, movimento que ainda não foi compensado pela expansão da produção local dos novos fabricantes instalados no país. O presidente Igor Calvet disse que o programa Carro Sustentável que deu um grande impulso ao setor prova mais uma vez que a redução de tributos, contribui definitivamente para o aumento da demanda.
As exportações continuam sendo o principal ponto de preocupação do setor. Entre janeiro e abril, os embarques ao exterior somaram 142,4 mil unidades, queda de 16,9% frente ao mesmo período de 2025. Em abril, houve recuperação de 8,2% sobre março, mas retração de 11,7% na comparação anual, reflexo principalmente da menor demanda da Argentina, enquanto a Colômbia apresentou uma ótima retomada com crescimento de mais de 50% em relação ao mês anterior.
Os veículos eletrificados registraram participação recorde de 18,3% nos emplacamentos de abril, sendo 40% de produção nacional. Os modelos 100% elétricos lideraram o crescimento, com 17,5 mil unidades vendidas, superando híbridos plug-in e híbridos convencionais.
No segmento de pesados, o programa Move Brasil ajudou a reduzir a queda nas vendas de caminhões, que passou de 31,5% em janeiro para 17,2% no acumulado do quadrimestre. A expectativa agora é positiva com o lançamento do Move Brasil 2, que disponibilizará R$ 21,2 bilhões para financiar caminhões, ônibus e implementos rodoviários com juros favorecidos e prazo de até 120 meses para pagar.
Fonte: Anfavea.








