Emplacamentos chegam a 2 milhões nos primeiros dias de setembro, um mês antes do registrado em 2025
A indústria automobilística brasileira produziu 271,2 mil autoveículos em agosto, maior volume mensal desde outubro de 2019, antes da pandemia. O resultado representa alta de 6,8% sobre julho e de 9,4% na comparação com agosto de 2025. No acumulado do ano, a produção chega perto de 1,9 milhão de unidades, crescimento de 8,5%.
Apesar do avanço, a composição desse crescimento chama a atenção. Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, dois terços das quase 150 mil unidades adicionais produzidas em 2026 são modelos montados em sistemas SKD e CKD, enquanto apenas um terço corresponde a veículos com produção plena no país.

As exportações tiveram o segundo mês consecutivo de recuperação, com 39,8 mil unidades embarcadas, 2,2% acima de julho. Ainda assim, o volume é 31,7% inferior ao de agosto de 2025. No acumulado do ano, a retração chega a 22,9%, influenciada principalmente pela queda de 36,6% nas vendas para a Argentina.
Na outra ponta, as importações seguem em alta. Foram 406,7 mil veículos importados até agosto, 29,8% acima de 2025. A China já responde por mais da metade desse volume, mais que dobrando sua participação no mercado brasileiro.
Vendas aceleram
Os emplacamentos somaram 275,1 mil unidades em agosto, queda de 1,6% sobre julho, mas avanço de 22,1% na comparação anual. A média diária subiu para 13,1 mil veículos, a segunda maior do ano. No acumulado, foram 1,975 milhão de unidades, alta de 18,4%. O mercado atingiu a marca de 2 milhões já nos primeiros dias de setembro, um mês antes do registrado no ano passado.
Os eletrificados também bateram recorde, com participação de 24,4% nas vendas. Entre janeiro e agosto, elétricos e híbridos somaram 372 mil unidades, alta de 125,8%. Já os caminhões reduziram a queda acumulada de 31,5% em janeiro para 4,9% em agosto, enquanto os ônibus registram retração de 7,6%, com 14,5 mil unidades.
Fonte: imprensa@anfavea.com.br







