A alegre e esperada volta ao trabalho
Henrique Isliker Pátria
Editor Responsável
Está dado o pontapé inicial para o segundo semestre. Os 50% do ano que foram “perdidos” terão de ser recuperados nestes próximos seis meses. E, sinceramente, creio que isto é possível.
O mundo corporativo foi atingido em cheio pelas mudanças que se sucederam, e praticamente todos os empresários e profissionais, em todas as áreas, tiveram de se reinventar, criando formas para sobreviver. Houve a “seleção natural” dos que foram mais capazes. Quem já vinha no vermelho, provavelmente não sobreviveu.
Relembrando um pouco, logo após o Carnaval – “que não deveria ter acontecido”, uma vez que o vírus mortal já se espalhava pelo mundo –, foi a porta de entrada de grande parte da pandemia, que chegou ao Brasil junto com as alegres caravanas de turistas que se espalharam pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Recife e outras capitais muito festejadas pelos organizadores e políticos, com um grande sucesso.
Na sequência, vieram decisões políticas e administrativas, que consideramos equivocadas, e que nos remeteram a um antigo cenário no qual foi aberta a temporada de comissões, propinas e desvios de dinheiro público nas aquisições de produtos, equipamentos e instalações, que, no final das contas, acabaram demonstrando-se desnecessárias. Comércio e indústria fechados, o país parado, e somente o agronegócio (mais uma vez) cumprindo o papel de manter o abastecimento em dia e, ainda, de bater recordes de exportação, mantendo superávit em nossa balança comercial.
Mas isto é passado! No presente vivemos o processo de reabertura dos negócios, como você poderá constatar pelos últimos números divulgados em nossa seção de “Estatísticas”, que comprovam que a reação em junho foi melhor do que se esperava. A produção nacional de aço bruto foi de 2,2 milhões de toneladas, com um aumento 20,8% em relação ao mês anterior, com evolução das vendas internas batendo nos 22,6%. O consumo aparente de aço também cresceu 19,7%, enquanto as exportações foram superiores em 6,5%. A indústria do aço voltou a operar com mais de 50% de sua capacidade. Um sinal muito positivo.
A distribuição de aço, que é o indicador mais relacionado ao varejo, mostrou que no mercado de aços planos houve crescimento das vendas em 26,4% em relação a abril, consolidando um total de 209,8 mil toneladas. E agora para junho, o presidente do Inda já projeta que elas serão iguais às do ano passado, mesmo levando em consideração que junho de 2019 não tenha sido um dos melhores meses para o setor.
Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE), que consolida os índices de confiança setoriais produzidos pela FGV/Ibre, também apresentou alta de 14,5 pontos do índice em junho de 2020 – atingindo 80 pontos –, atestando a recuperação do Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E), que subiu vigorosos 7,2 pontos, para 63,9 pontos. Complementando a sequência dos bons números, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 8,9 pontos no período, batendo nos 71 pontos.
Nós aqui, da Siderurgia Brasil, também nos reinventamos. Lançamos o nosso Blog, inauguramos nosso portal, demos forma definitiva à nossa edição digital, e queremos fazer parte dos seus esforços para recolocarmos a siderurgia nacional no seu devido e merecido lugar de destaque.
E, para nos aperfeiçoarmos ainda mais, estamos sempre a postos e à disposição para ouvirmos seus conselhos, suas críticas e sugestões.
Bom retorno, e sigamos juntos!