Agora em 2019 o consumo de sucatas ferrosas volta ao mesmo patamar de 2009. E especialistas temem que a queda pode ser ainda maior
O consumo de sucata ferrosa, insumo usado na fabricação de aço pelas usinas siderúrgicas, apresentou forte retração no ano passado, voltando aos patamares de 2009, período da crise financeira mundial, que se refletiu em uma grave retração econômica no Brasil. O consumo de sucata atingiu 7,8 milhões de toneladas no ano passado, em relação aos 7,4 milhões de toneladas em 2009, dez anos antes.
Neste ano, em função da paralisação da economia provocada pela pandemia da covid-19, a demanda pela sucata se mantém ainda mais retraída, com queda na produção próxima a 50% em relação ao ano passado, o que tem levado as empresas a recorrer às exportações para manter parte das operações da cadeia de reciclagem. O setor reúne mais de 1,5 milhão de pessoas, dos quais mais de 800 mil são os catadores (os chamados “carroceiros”), que fazem a coleta e a segregação da sucata de obsolescência.
Segundo o presidente do Inesfa, Clineu Alvarenga, a exportação continua a ser uma boa alternativa para as empresas diante da menor oferta por parte dos catadores e da compra também reduzida pelas usinas siderúrgicas brasileiras. Neste ano, as vendas externas já chegaram, até o final de maio, a 316 mil toneladas, um crescimento de 64% em relação ao mesmo período de 2019, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O Inesfa representa um setor com mais de 5,5 mil empresas em todo o país, a maioria pequenas e médias. Em períodos de demanda normal, o consumo chega a 10 milhões de toneladas de sucatas ferrosas ao ano.
Fonte: mauro.arbex@letrasefatos.com.br – Assessoria da Inesfa.








