Após participar em todos os momentos do Congresso/Expo Aço Brasil 2024, realizado em São Paulo entre os dias 5 a 7 de agosto, não podemos deixar de expressar nossa opinião de que a siderurgia mundial está sim muito preocupada com a evolução da China no cenário da siderurgia mundial. Não só em português, como em inglês ou em espanhol ou até no chamado “portunhol” vários speakers demostraram que a China não só domina a produção mundial com mais de 55%, como já apresentou planos mostrando que em dois anos aumentará em cerca de 100 mil toneladas anuais sua produção, aumentando ainda mais a pressão. Além disso a sua participação direta em siderúrgicas localizadas em países no Oriente, como Indonésia, Filipinas, Malásia, Camboja e outros é uma realidade e tem feito com estes novos players comecem a aparecer no cenário mundial como fornecedores de aço. (Leiam a matéria sobre o assunto na revista Siderurgia Brasil – Digital, edição 179-Agosto – que vai ao ar em 31/08)

O Brasil recentemente adotou a questão das cotas-tarifa, visando disciplinar ou talvez conter a investida mas os resultados ainda são impossíveis de serem mensurados, dada a pouca vigência do processo (1º de junho). Outros países estão se garantido com aumentos de alíquotas de importação, tipo os EUA, México, países da União Europeia e outros espalhados pelo mundo.
Mas estas medidas conseguirão conter a investida chinesa? Segundo fartas provas apresentadas no Congresso, a expansão da indústria chinesa, onde estão incluídas a siderurgia, autopeças, têxteis e outros produtos tem a participação direta do estado chines com todo tipo de apoio possível. Recentemente já citei em outro editorial que no livro “O Poder da China” de Ricardo Geromel, publicado pela Editora Gente, têm-se uma muito bem detalhada descrição de como a economia chinesa se expande e toma lugar em todo o mundo. E o que nos espera um pouco mais adiante. Recomendo muito que vejam este livro.
No entanto alguns dos CEOs das maiores siderúrgicas nacionais reunidos no ultimo painel do evento, mostraram que estão dispostos a enfrentar a concorrência e lutar para que seus investimentos e seus projetos não caiam por terra.
Há planos e investimento previstos que foram divulgados até para manter a indústria brasileira do aço entre as “Top 10” mundiais. Mas temos certeza de que emoções fortes virão por aí. Vamos acompanhar os próximos capítulos.
Henrique Patria
Publisher
Portal e Revista Siderurgia Brasil
