Segundo dados da pesquisa Percepção da Indústria Sobre os Impactos da Ilegalidade, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nos últimos 12 meses, 54% das empresas ouvidas relataram ter sofrido crimes como roubo ou furto de patrimônio, seja dentro da empresa (28%) ou durante o transporte (26%). Em terceiro lugar, com 24% das ocorrências, estão crimes cibernéticos como o sequestro de dados, golpes do PIX, etc.
Já os prejuízos com pirataria e falsificação foi o quarto crime mais citado, com 11%. Na sequência, com 8% de respostas, vem o vandalismo contra a empresa, pontos de venda e veículos identificado. Além disso, 7% das empresas reclamaram de prejuízos com as chamadas “taxas de proteção” cobrada por traficantes, milicianos ou policiais.
De todos os ilícitos e ilegalidades, a venda de produtos “não-conformes” – aqueles que não atendem aos padrões ou requisitos pré-estabelecidos, podendo apresentar alguma falha no processo de produção, envase ou venda – é a que mais impacta as empresas. Para 66% delas, a venda desses produtos causa prejuízo econômico relevante para o setor. Além disso, 46% disseram que o comércio de produtos piratas ou falsificados têm impactam negativos aos negócios. Para as empresas consultadas, o ilícito que mais evoluiu nos últimos três anos foi a venda de produtos não-conformes, assinalado por 43% dos empresários. A percepção dos entrevistados é que a ocorrência de ilícios aumentou ou permaneceu no mesmo nível. Apenas 6% acreditam que houve uma redução dos crimes citados.
A pesquisa também consultou empresários sobre custo com segurança privada. Para 63%, esse é um desembolso relevante para seus setores e 15% afirmaram que o custo para a proteção dos negócios vem aumentando nos últimos anos. Além disso, para 76% das empresas, o combate à ilegalidade deve priorizar a fiscalização e o controle. As ações de inteligência e o aumento da repressão, com a requalificação da pena, também são defendidas pelos entrevistados.
O estudo ouviu 250 empresas de pequeno, médio e grande portes, de 23 setores industriais distribuídos nas cinco regiões do país. O objetivo da CNI foi mensurar a percepção dos empresários sobre os impactos da ilegalidade na indústria. Os dados foram coletados entre os dias 11 e 21 de novembro e apresentados na última reunião do Grupo de Trabalho Brasil Legal, em 25 de novembro.
Fonte: CNI