Segundo dados do Ministério da Economia, Secex, em novembro último, foram exportadas 45.338 toneladas de sucata, retração de 43,3% em comparação a igual mês de 2023, quando somaram 79.985 toneladas. O volume teve pouca variação sobre outubro deste ano, quando as vendas externas alcançaram 44.408 toneladas. De janeiro a novembro, as exportações atingiram 648.212 toneladas, menos 11,8% em comparação ao mesmo período de 2023, com 735.248 toneladas
Para o Instituto Nacional de Reciclagem (Inesfa), órgão de classe que representa mais de 5,5 mil empresas recicladoras, a redução nas vendas externas não vem sendo compensada pelo mercado interno, que se mantém retraído, com falta de pedidos e preços estáveis, apesar da recuperação da economia brasileira neste ano.
A contínua queda nas vendas externas nos últimos meses se deve, conforme o Inesfa, à instabilidade no mercado internacional, em razão das incertezas econômicas globais, conflitos geopolíticos e flutuações no câmbio. “Acreditamos que esse cenário persistirá até o final do ano, afetando tanto o mercado interno quanto o externo”, diz Clineu Alvarenga, presidente do Inesfa. No ano, as exportações devem ficar abaixo do recorde de 800 mil toneladas em 2023, na avaliação da associação.
Entretanto, o Inesfa está otimista com a possível aprovação pelo Senado do Projeto de Lei 1.800/2021, do deputado federal Domingos Sávio, que traz apensada a proposta do deputado federal Vinicius de Carvalho, para isentar recicladores e cooperativas de catadores do pagamento de PIS e Cofins na venda de materiais reciclados e conceder crédito à indústria de transformação.
Fonte: Letras & Fatos Comunicação – Assessoria de imprensa