Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), caiu pelo terceiro mês consecutivo. Desde setembro, o indicador acumula queda de 3,2 pontos. Em dezembro, o ICEI caiu 2,5 pontos, chegando aos 50,1 pontos, o que revela que os empresários passaram de um estado de confiança para um estado de neutralidade. Para esta edição do ICEI, a CNI consultou 1.219 empresas: 469 de pequeno porte; 464 de médio porte; e 286 de grande porte, entre os dias 2 e 6 de dezembro de 2024.

Para a entidade, a queda do ICEI em dezembro é consequência da pior percepção dos empresários quanto ao presente e ao futuro das empresas e da economia. Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a tendência de queda do indicador se deve à alta da taxa de juros pelo Banco Central e às incertezas que culminaram em uma desvalorização do real frente ao dólar.
O Índice de Condições Atuais – um dos dois componentes do ICEI – caiu 1,8 ponto em dezembro, para 46,5 pontos, o que significa falta de confiança. Já a percepção sobre o momento atual das empresas passou de um patamar positivo para um patamar neutro. Na avaliação dos empresários, as condições correntes das empresas deixaram de melhorar na comparação com as de um semestre atrás.
Ainda segundo a pesquisa, o Índice de Expectativas caiu 2,8 pontos, para 51,9 pontos. O indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que os empresários seguem confiantes para os próximos seis meses. Isso se deve, sobretudo, às expectativas otimistas dos industriais quanto ao futuro das empresas, que recuaram em dezembro, mas permanecem em patamar positivo. Por outro lado, as perspectivas deles para o próximo semestre da economia se tornaram ainda mais negativas.
Fonte: Imprensa CNI