No final do ano a Anfavea comemora os bons números e projeta 2025 com crescimento consistente.
Houve um forte crescimento de vendas no segundo semestre, impulsionando a produção de autoveículos em nível acima do projetado. Comparando o segundo com o primeiro semestre, a produção cresceu 26,2%, os emplacamentos 32% e as exportações 44,2%.
Houve um grande aquecimento nas vendas de autoveículos a partir de junho, atingindo média de 13,3 mil unidades/dia em novembro, a maior em 10 anos. A projeção é de que termine o ano com 2,65 milhões de autoveículos emplacados, representando alta de 15% sobre 2023.
No segmento de pesados, os caminhões tiveram ótimo desempenho, com alta estimada em 15%, enquanto os ônibus deverão fechar com crescimento de 8,5%. Os segmentos voltaram ao ritmo tradicional de emplacamentos, pós período de transição das regras de emissões do Proconve.
Para 2025 a Anfavea acredita em vendas de 2.802 milhões de autoveículos, com elevação de 5,6% sobre 2024. É esperado alta de 5,8% para automóveis e comerciais leves, e de 2,1% para veículos pesados.
Apesar do crescimento de 15% em emplacamentos, a produção deve subir em 2024, somente 10,7% sobre 2023, com 2,574 milhões de autoveículos. A diferença está no alto volume de importações.
Houve um salto das vendas de modelos estrangeiros no ano, acima de 31,5% (463 mil unidades no total). A participação de 17,4% dos importados nos emplacamentos é a maior dos últimos 10 anos, sendo que 1/3 foi trazido por empresas que não produzem no Mercosul, ou seja, países do oriente

Na produção o crescimento esperado é de 6,8%, com 2,749 milhões de unidades. Essa alta deverá ser concentrada totalmente em veículos leves, com 7,3%. Para caminhões e ônibus, a previsão é de uma produção no mesmo patamar de 2024 – 169 mil unidades.
Nas exportações o setor está estagnado uma vez que desde 2022 esse indicador não apresenta evolução. O volume de embarques esperado em 2024 é de 402,6 mil unidades, leve recuo de 0,3% em relação ao ano anterior. Além do encolhimento no mercado doméstico alguns importantes destinos, como Chile e Colômbia, mostraram sensível perda de participação dos produtos brasileiros. Em contrapartida, a Argentina retomou do México o posto de principal parceiro comercial do nosso país.
A melhor notícia do ano para o setor automotivo veio da geração de empregos. De janeiro a dezembro foram criadas 10 mil vagas diretas nas empresas associadas de autoveículos, sem contar as de máquinas autopropulsadas.
A geração de empregos na cadeia automotiva no ano foi de cerca de 100 mil postos e o setor é responsável por 1,3 milhão de empregos de alta qualificação.
Fonte: Assessoria de Comunicação Anfavea