O Brasil tem um dos menores custos marginais para geração de energias renováveis, e isso é fundamental para o barateamento do processo de eletrólise.
Considerado o combustível do futuro, por sua baixa emissão de carbono, o hidrogênio verde é uma peça-chave para que se alcance a neutralidade climática até 2050. O hidrogênio como combustível já é uma realidade em países como Estados Unidos, Rússia, China, França e Alemanha.
O hidrogênio verde é o produto de uma tecnologia geradora de hidrogênio por meio de uma reação química conhecida como eletrólise, que é corrente elétrica para separar o hidrogênio do oxigênio na água. Se essa eletricidade for obtida a partir de fontes renováveis, como a energia solar e a eólica, o processo se completa sem a emissão de gás carbônico na atmosfera.
Elemento químico mais abundante na natureza, o hidrogênio é uma fonte de energia limpa que emite apenas vapor d’água e não deixa resíduos no ar, diferentemente do carvão e do petróleo.
O Brasil é um dos principais candidatos para suprir esta demanda a partir do uso de fontes renováveis. Com isso, empresas do setor de energia voltadas ao hidrogênio verde, e usinas hidrelétricas, produtores de biocombustíveis e energia renovável podem se beneficiar com a medida.
No começo de agosto de 2024 foi sancionado o Projeto de Lei nº 2.308/2023, conhecido como o Marco Legal do Hidrogênio.
“O programa prevê concessão do crédito fiscal para projetos de produção que serão beneficiados ou de compradores que contarão com o crédito para amortizar até 100% da diferença de preço entre o hidrogênio e outras fontes de combustível. Os benefícios somente serão concedidos mediante um processo concorrencial, e serão aplicados sobre a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), tributo que incide sobre o lucro das empresas”, conforme descreve Vininha F. Carvalho, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
“O desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde não se limita apenas à produção e ao uso do próprio hidrogênio. Também é necessário investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Logo, serão necessários profissionais qualificados, como pesquisadores, projetistas e analistas de mercado para atuarem neste setor, condicionado à efetivação dos protocolos e planos de expansão”, finaliza Vininha.