Henrique Pátria
E chegamos a mais um final de ano!
Foi uma verdadeira montanha russa de emoções. A revista e o portal Siderurgia Brasil estiveram presentes e retrataram cada fato e acontecimento que mexeram com a imensa cadeia siderúrgica nacional e deixaram nossos leitores a par de tudo que de bom, ou não, aconteceu no setor.
O portal www.siderurgiabrasil.com.br recebeu em torno de 30 mil acessos/mês e, mais uma vez, foi um dos campeões do Jornalismo segmentado do Brasil.
RESUMO
Os empresários do setor, principalmente os CEOs, presidentes e alta direção das usinas aqui instaladas, tinham a certeza de que teriam de usar todo o poder e capacidade de superação para levar adiante seu projeto industrial em 2024.
De um lado, a pressão do compromisso de tocar em frente os projetos de descarbonização da indústria, que requerem vultosos investimentos. E, de outro, a queda vertiginosa dos mercados internos e externos em função do avanço da indústria siderúrgica chinesa em todas as suas frentes.
No momento em que as usinas já desativavam suas unidades fabris ou despediam colaboradores, houve trégua na situação, com a adoção pelo Governo Federal de um mecanismo chamado de “Cotas-Tarifa”, que prometia devolver o mercado aos produtores nacionais.
Agora no final do ano, percebe-se que a medida foi paliativa. Mas, de certa forma, conseguiu conter parcialmente a escala de importações de aços vindos notadamente do Oriente, e as usinas conseguiram aumentar a sua produção. Entretanto, os números frios mostram que, se de um lado tivemos o aumento do Consumo Aparente – que é a equação montada pela produção nacional mais importações e menos as exportações, mostrando que talvez possamos superar os 110 Kg/por habitante que perdura por anos a fio, na verdade quem se beneficiou desse crescimento foram as importadoras. Ou seja, não escapamos do fato de que os empregos e investimentos foram feitos em outros países.
MÊS APÓS MÊS, VEJA COMO FOI CONTADA A HISTÓRIA DA SIDERURGIA BRASILEIRA EM 2024

ANUÁRIO BRASILEIRO DA SIDERURGIA – FEVEREIRO/2024
Na matéria principal, na qual apresentamos a entrevista exclusiva realizada com Jefferson De Paula, presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, e com Marco Polo de Melo Lopes, presidente executivo do mesmo Instituto, eles registraram que o país encerrou o ano de 2023 com 31,9 milhões de toneladas de aço bruto produzidas, um resultado 6,5% inferior ao registrado em 2022, enquanto a dinâmica de importações do produto evoluiu incríveis 50% na comparação do mesmo período, batendo nas 5 milhões de toneladas.
Por sua vez, as vendas internas também tiveram redução de 4,4% frente ao ano anterior, com 19,4 milhões de toneladas. Já as exportações atingiram 11,7 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% na comparação com o mesmo período de 2022. O único dado positivo no quadro das estatísticas foi o apresentado pelo Consumo Aparente de produtos siderúrgicos, que chegou a 23,9 milhões de toneladas, representando aumento de 1,5%, devido exclusivamente à disparada das importações.

Em outra matéria, abordamos a questão do contínuo crescimento do processo de desindustrialização no Brasil. Entrevistamos Ricardo Martins, presidente do Sicetel/Abimetal, um dos mais fortes sindicatos ligados à poderosa FIESP, que nos explicou que o ano de 2023 foi um dos piores, marcado pela formação de um clima de “tempestade perfeita”, no qual se observou a perversa combinação entre quedas brutais de produção, de preços e demanda, associadas à invasão de produtos importados. Resultado: o faturamento do setor despencou a níveis abissais. E como cenários tempestuosos, geralmente derivam para o chamado “efeito cascata”, muitas implicações preocupantes poderiam advir desse cenário, notadamente para as empresas processadoras de aço.
Para concluir falamos dos Metais Não Ferrosos. Nessa matéria, entre outros detalhes, o nosso analista internacional esclareceu que a tonelada do cobre – que havia registrado preço médio de US$ 9 mil em janeiro de 2023 – perdeu 8,5% do valor, chegando à média de abril valendo pouco mais de US$ 8,2 mil. Comportamento repetido (e piorado) pelos preços do zinco, seu parceiro na composição do latão, largamente usado na fabricação de cápsulas de munições de armas de fogo.

O metal começou 2023 com uma média de US$ 3,29 mil/ton, registrando uma queda importante de 28% e fechando o 1° Semestre do ano valendo apenas US$ 2,37 mil/ton. À exceção do chumbo, os demais Metais Não Ferrosos seguiram a mesma tendência, quando comparados os preços médios de janeiro com os de março: a tonelada do alumínio experimentou uma variação de US$ 2,49 mil/ton para US$ 2,29 mil/ton (-8%). Enquanto isso, o estanho de US$ 28 mil/ton para US$ 24 mil/ton (-14%), e o níquel de US$ 28,2 mil/ton para US$ 23,3 mil/ton (-17%).




REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 174 – MARÇO/2024
Em março, demos uma repassada na questão de energia, que é uma preocupação não só dos profissionais que atuam no setor, como também de toda uma população. Recentemente em São Paulo, que é uma das maiores metrópoles do mundo, após um devastador temporal, vários bairros da capital ficaram sem luz elétrica, causando desconforto e a contabilização de bilhões em prejuízos. Pois bem, fomos buscar a palavra de especialistas no setor, e abordamos praticamente todas as formas de energia disponíveis e utilizadas.
Falamos também do avanço da utilização do Aço Inox, que vem a cada dia crescendo no gosto e na preferência dos usuários. Além de sua beleza estética, a sua longevidade compensa o investimento inicial em sua escolha. Por conter cromo em sua composição, no momento de sua produção é formada uma camada que adere ao ferro e o protege contra as oxidações. Essa película chamada de “Camada Passiva” é uma fina cobertura de óxido que se forma na superfície, e impede que o oxigênio contido no ambiente penetre no produto, evitando assim a sua corrosão e, consequentemente, aumentando a sua durabilidade.
E como estávamos comemorando o “Mês da Mulher”, fizemos questão de apresentar uma matéria falando dos avanços da ala feminina em todos os setores da siderurgia.

REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 175 – ABRIL/2024
No mês de abril, foi definido o esquema de “Cotas-Tarifa”. Após inúmeras tentativas e negociações junto ao Governo Federal. o Instituto Aço Brasil, em conjunto com os órgãos reguladores definiram que 11 produtos de aço importados passariam a ser submetidos a cotas de importações. Com isso, caso o volume máximo fosse superado, seria cobrado Imposto de Importação de 25% para que entrassem no país.

A medida tomada atendeu a uma velha reinvindicação dos produtores nacionais, que vinham sofrendo com a entrada dos aços vindo principalmente da China, e que chegavam por aqui com preços aviltados em relação ao mercado internacional, configurando inequívocos processos de dumping. Encontrou-se a fórmula das cotas e a taxação dos excedentes em cifra idêntica ao percentual que já havia sido adotado nos Estados Unidos, na União Europeia, e, mais recentemente, no México. Uma vez implantado, o novo regramento passou a valer por 12 meses a partir de sua publicação. Começava aí uma nova história para os produtores nacionais.

Nessa edição, conversamos também com um dos principais dirigentes da Aço Verde do Brasil (AVB), que nos detalhou os esforços no campo da sustentabilidade, e relatou as vitórias que já haviam sido alcançadas pela empresa nesse processo.
Em outra matéria apresentamos as projeções feitas pela Worldsteel Association, para o consumo mundial do aço no curto prazo. Ainda divulgamos da maior entidade mundial o resultado do Concurso SteelChallenge-19, no qual tivemos a satisfação de registrar a presença de dois brasileiros entre os finalistas. Falando em competição, uma matéria de grande sucesso foi aquela que registrou a presença da Siderurgia Brasil como convidada especial no camarote da ArcelorMittal em um grande evento realizado no Autódromo de Interlagos. A empresa, que patrocina o campeão da última temporada, Gabriel Casagrande, adquiriu o direito ao uso de “Naming rights” do Grande prêmio da Stock Car em Interlagos, que passou a se chamar “GP ArcelorMittal Interlagos Stock Car”.


REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 176 – MAIO/2024
Nessa edição, os dois paralelos se encontraram. De um lado a cobertura da maior feira de tecnologia e máquinas da América Latina – a FEIMEC 2024 –, que resultou em um estrondoso sucesso sob todos os ângulos, seja em visitação, seja qualidade de equipamentos apresentados, seja faturamento, seja repercussão, entre outros quesitos.
Mas de outro lado, tivemos a demonstração clara de que a Humanidade agride a natureza de tal forma, que sempre há um momento em que o retorno acontece de forma trágica. O Rio Grande do Sul sofreu a pior catástrofe de sua história. As enchentes que tomaram praticamente todo o estado, principalmente a capital Porto Alegre, e além de deixarem milhares de vítimas, causaram danos nunca imaginados pelas mais pessimistas previsões.



Foram bilhões em prejuízos, e a indústria do aço não ficou de fora. Vários centros de serviço, processadores e distribuidores, além de industrias de toda a espécie, ficaram literalmente submersos sob imensos volumes de água e lama durante muito tempo. Mas, felizmente, ao fecharmos o ano, vimos que o poder de resiliência do povo gaúcho, ajudado por milhares de voluntários vindos de todas as partes do Brasil e do mundo, já haviam conseguido reverter grande parte do drama vivido.
Ainda nessa edição, ressaltamos o fato de que a ANFAVEA acabara de anunciar a retomada do crescimento do setor Automobilístico, com a conquista da melhor marca de produção do ano. Por sua vez, setores de distribuição do aço também apontavam na direção de retomada de crescimento. Por fim, trouxemos uma nota sobre a nossa presença na AgroBrasilia, uma feira que, a cada realização, apresenta um crescimento surpreendente, e nos mostra como nosso país é abençoado e tem muito a crescer.

REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 177 – JUNHO/2024
Em matéria exclusiva elaborada com um alto dirigente da ArcelorMittal, ficamos sabendo de vários segredos da produção de aços trefilados, e qual a melhor aplicação deles. É um tipo do produto de larga utilização principalmente na indústria Automotiva, e o pleno domínio de sua produção e distribuição são um dos motivos do crescimento da empresa.
Em outra matéria exclusiva com a Aperam, que vem ganhando diversos prêmios por seus esforços no campo da sustentabilidade, destacamos todos os avanços da empresa, e como ela encara os desafios para atingir metas apertadas de descarbonização em seu processo de produção.
Destaque também para a conquista, pelo segundo ano consecutivo, pela Simec do Prêmio IMEC, do Instituto Mineiro de Engenharia Civil, pela qualidade de seu produto vergalhão 50-S.

Outro ponto alto da edição foi a matéria sobre alguns importantes aspectos da política nacional assinada pelo professor Ives Gandra da Silva Martins, um dos mais importantes e respeitados juristas brasileiros.
E concluímos o conteúdo da revista com uma fascinante matéria sobre o comportamento mundial da siderurgia, originalmente apresentada pela Worldsteel, revelando números importantes de todos os aspectos. O executivo da entidade disse na apresentação do trabalho, que basta olhar ao nosso redor para nos darmos conta de que tudo que vemos, desde a cadeira em que estamos sentados ao computador que usamos para ler o que escrevemos, ou contém aço, ou foi produzido usando um processo que exigia a presença da liga. O aço está em toda parte em nossas vidas e por boas razões. Ele, literalmente, construiu o mundo moderno, e sempre será igualmente indispensável à medida que avançamos no futuro.

REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 178 – JULHO/2024
Nessa edição, estávamos às portas do maior evento da siderurgia nacional. Dali há alguns dias seria realizado o Congresso e Expo AçoBrasil 2024. O grandioso evento, que havia levantado grande expectativa, pois iria discutir os principais pontos que afetam o setor, confirmou suas previsões. Fizemos um grande apanhado do comportamento do setor até aquele momento, e o apresentamos na revista, que foi órgão oficial de divulgação do evento, a partir de sua inclusão no hotsite do Congresso, com a possibilidade de acesso de todos os participantes.

Além disso, em um grande esforço de reportagem apresentamos uma matéria feita com diretores de companhias de trading com sede no Brasil e nos Estados Unidos, que são responsáveis pela entrada e saída de produtos siderúrgicos no país e, portanto, vivem a questão de importação de aços, sentados do “outro lado da mesa”, contando-nos como encaravam as recentes medidas do governo brasileiro regulando a entrada de aços importados. E, em outra matéria polêmica, falamos com o presidente do Sindipeças que revelou as graves distorções que também acontecem no setor liderado pela entidade, com a chegada de materiais importados.

Complementarmente, fizemos um importante lançamento nessa edição: criamos uma seção chamada “Energia”, na qual passamos a concentrar notícias que dizem respeito a esse insumo essencial para a vida moderna.

REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 179 – AGOSTO/2024
O Congresso e a ExpoAço 2025, realizados entre os dias 5 a 7 de agosto, trouxeram mais dúvidas do que respostas. Tanto os conferencistas nacionais quanto internacionais questionaram o fato de que se não houver linhas de financiamento com condições exclusivas – não só no Brasil como para os outros países –, os pesados investimentos que o processo de descarbonização demanda o tornarão inviável.

Um ponto alto do evento foi a conferência Magna proferida pelo presidente da Ternium mundial, Paolo Rocca, um dos principais protagonistas do cenário siderúrgico global, versando sobre a “Geopolítica do Aço”, e sobre a relação desta com o avanço da Inteligência Artificial. Em sua exposição, o executivo fez um expressivo alerta à indústria na América Latina: “Ela deve acelerar de forma mais agressiva o seu processo de desenvolvimento, buscando aprimorar a questão da produtividade, e seu caminho para o desenvolvimento”. Rocca ainda chamou a atenção para a demora das autoridades em tomar providências para conter a desenfreada chegada de produtos oriundos do Oriente, com claros indícios da prática de dumping.
Nessa mesma edição, a Divimec, uma das parceiras comerciais de longa data da revista Siderurgia Brasil, apresentou um elucidativo artigo sobre uma ocorrência muito comum chamada “Coil-break”, ou quebra de bobinas que ocorre principalmente nos mais modernos tipos de aço de maior dureza.



Por sua vez, a Comega, uma das principais produtoras de tubos do interior de São Paulo, foi o destaque na seção “Empresas”, enquanto a Villares Metals apresentou seu mais recente lançamento em aços especiais, específicos para a produção de moldes, demonstrando que está de olho nas novas tecnologias para a produção de veículos, que vêm avançando gradativamente


REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 180 – SETEMBRO/2024
Além das matérias de capa dois pontos altos podem ser considerados nessa edição. O primeiro, a reportagem elaborada com a participação de Benjamim Nazário Fernandes, um dos mais longevos empresários da distribuição e processamento de aços, titular da Benafer e ex-presidente do INDA, que nos concedeu uma entrevista exclusiva na qual defendeu com vigor a indústria siderúrgica nacional. A certa altura da entrevista ele registrou: “Assisti com muita tristeza a evolução da chegada do aço chinês no ano passado, que trouxe como resultado a deterioração da indústria nacional, principalmente em favor da indústria chinesa. Foi muito difícil chegarmos até aqui com uma indústria de ponta, como é a siderurgia brasileira. Mas não é possível falarmos de crescimento da indústria nacional com a inexistência de mercado para tal. Trata-se de um segmento que demanda pesados investimentos para se manter em níveis de qualidade e produtividade, e, infelizmente, estamos vendo o Brasil jogar tudo isso fora por questões oportunistas”. E explicitando o que ele quis dizer com o termo “oportunista”, ele citou o fato de estarmos pagando pela retração interna da economia chinesa, e a consequente necessidade de aquele país exportar a imensa quantidade de aço que produzem.
Outra matéria de destaque na edição foi a cobertura do aniversário do Sicetel/Abimetal, evento em que o presidente das entidades, Ricardo Martins, enfatizou: “Merecemos um futuro melhor”. referindo-se ao descaso das autoridades em relação à chegada de produtos importados, evidenciando claros indícios de dumping.

E ele continuou: “Os empresários que geram milhares de empregos não são respeitados como deviam.” Martins ainda fez menção ao fato de que a indústria brasileira é enormemente competitiva do portão para dentro, mas não consegue vencer o famigerado “Custo Brasil”, que, em 2023, foi responsável pela drenagem de R$ 1,7 trilhão – ou 19,5% do PIB brasileiro –, configurando a existência de um verdadeiro “manicômio tributário” ocasionado pelo peso dos impostos”. E finalizou enfatizando a necessidade de fazermos um pacto entre a Iniciativa Privada e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, no sentido de construir uma indústria forte e competitiva, por meio da criação de um ambiente de negócios mais amigável.
E, na reportagem de capa, destacamos a importância da Construção Civil no consumo de aço, e como a tecnologia vem ajudando o Agronegócio brasileiro na busca de melhores índices de produtividade.

REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 181 – OUTUBRO/2024
Nessa edição, voltamos a bater a tecla no tema da sustentabilidade, uma vez que todos os olhos do mundo estão voltados para a evolução de sistemas e operações que tornem o nosso planeta mais habitável. E, novamente, fomos de encontro aos diretores da Aço Verde do Brasil (AVB), empresa que tem o verde no nome, e é uma das campeãs nacionais quando se fala de desenvolvimento de sistemas e projetos que visam à descarbonização da siderurgia. Afinal, foram eles os primeiros a lançar o chamado “Aço Verde” com uma pegada de carbono muito inferior em relação aos processos normais de fabricação.
Em nossas páginas, também comemoramos os 80 Anos da Aperam. A empresa que é sucessora da Acesita – Aços Especiais Itabira, com o nome Aperam South América, é a maior fornecedora na América Latina de aços elétricos e inoxidáveis, fundamentais para a transição energética e a descarbonização da indústria.


Por sua vez, destaque da seção “Estatísticas” da revista foi a apresentação da ANFAVEA, que trouxe a excelente notícia de que no 2º Semestre já vinha batendo recordes seguidos de emplacamentos e produção, algo muito relevante, uma vez que a Indústria Automotiva é um dos pilares de sustentação da siderurgia.

Nessa mesma edição, contamos ainda com uma ampla cobertura do setor de revestimentos, principalmente os produtos galvanizados, e falamos sobre o bem-sucedido workshop realizadonas dependências do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, destacando seus usos e aplicações. Além disso, os tubos de aço também mereceram destaque na edição, abordando a questão técnica que envolve a produção desses itens, e os cuidados que devem ser observados nela.
Por fim, empenhamos em uma matéria especial nossos cumprimentos à Gerdau, que foi duplamente premiada pela Worldsteel com seu CEO, André Bier Gerdau Johannpeter, recebendo os troféus na categoria de “Excelência em Sustentabilidade”, e também na categoria “Safety and Health Excellence Recognition”, destacando a Gestão de Saúde Ocupacional de seus colaboradores.

REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 182 – NOVEMBRO/2024
É claro: os centros de serviço, processamento e distribuição de aço nunca irão deixar de existir. Contudo, estão perdendo espaço na cadeia siderúrgica nacional. O próprio presidente do INDA, Carlos Loureiro, reconheceu em entrevista exclusiva dessa edição que o quadro todo mudou muito, em relação ao que se viu no passado. De um lado, na competição do setor surgiram as distribuidoras pertencentes às usinas. E, neste exato momento, os distribuidores tradicionais também disputam espaços com os importadores. Essa história, aliás, foi detalhada em uma matéria sobre a forma de como o aço sai da usina e chega aos mais diversos consumidores.
Do grupo de centros de serviços, destacamos em nossas páginas a presença de uma vigorosa e competente mulher. Em um ambiente no qual sobressaem dirigentes do sexo masculino, demos foco à brilhante trajetória de Sílvia Fonseca, a presidente da Açoservice, empresa que vem alcançando grande sucesso em sua história de mais de 40 anos. Em determinado momento ela nos contou um dos segredos disso: “Mantemos rastreabilidade completa, tanto da matéria-prima quanto do produto acabado, oferecendo total transparência e confiança sobre a origem e a qualidade dos materiais que entregamos. Nossa agilidade (lead time), que também é um diferencial importante, é resultado de uma programação de produção precisa e da expertise de nossos profissionais capacitados”, registrou.


Além dos centros de serviço, trouxemos com destaque nessa edição a inauguração da expansão da unidade da Vega do Sul, pertencente ao grupo ArcelorMittal, que permitiu que a companhia passasse da produção de 1,6 mil/ton para 2,2 mil/ton de aço galvanizado por ano, além do lançamento de um novo produto exclusivo na sua nova linha de fabricação.
Complementarmente, nossa parceira comercial, a americana Red Bud, brindou os leitores da revista com um novo artigo técnico, no qual falou sobre como manter a planicidade das chapas em um ambiente adverso. E fechando a edição com chave-de-ouro, lançamos nessa edição a pauta preliminar da revista Siderurgia Brasil para 2025, que, almejamos, será bastante alvissareiro e repleto de atrações já a partir da publicação, em fevereiro, do nosso Anuário Brasileiro da Siderurgia.

REVISTA SIDERURGIA BRASIL Nº 183 – DEZEMBRO/2024
Além desta retrospectiva que você está lendo, na qual fazemos um breve apanhado dos principais acontecimentos de 2024, na presente edição estamos dando destaque para a mais uma entrevista exclusiva feita com Claudio Flor, CEO da Divimec a principal empresa produtora de máquinas e equipamentos para processamento de aços instalada no Brasil. E, em nossas páginas, falamos ainda dos principais lançamentos e dos projetos para 2025, já que também no campo das máquinas, a concorrência com as máquinas chinesas vem se acirrando de forma preocupante.
Outro tema que abordamos nesta derradeira edição de 2024, é um artigo no qual falamos das vantagens do investimento inicial em aços inoxidáveis, que, por serem um pouco mais caros, comumente são deixados de lado. Porém, no computo final, incluindo-se nessa equação os custos de manutenção, torna a operação bem mais rentável. O autor que o assina cita como exemplo o fato de que em Tóquio, no Japão, o uso de tubulações de aço inoxidável foi adotado para reduzir significativamente as perdas de água ocasionadas por vazamentos, que proporcionam não só prejuízos econômicos, como também ambientais, em função do desperdício de grandes volumes desse recurso natural, trazendo impactos no âmbito da sustentabilidade. Graças à enorme resistência à corrosão do aço inoxidável, estima-se que essas tubulações subterrâneas em Tóquio irão durar ao menos 100 anos antes de necessitar a sua substituição.
Por sua vez, na seção “Estatísticas”, registramos com satisfação que a Indústria automotiva brasileira continua se superando, a partir da demonstração de que vários recordes foram batidos, entre os quais o de maior crescimento dela desde 2007, turbinado pela conquista do melhor desempenho de um 2º Semestre desde dez anos atrás. E, como se isso não bastasse, o setor acaba de anunciar a injeção de investimento na ordem de R$ 180 bilhões até 2026, acrescidos aos cerca de R$ 50 bilhões complementares que a Indústria de Autopeças investiu neste ano, contemplando a modernização e a ampliação de suas plantas no país.
Assim, chegamos ao final de 2024 com a alegria de termos contado mais uma vez a presença e a interação de nossos queridos leitores. E os números alcançados pela revista Siderurgia Brasil nas suas diversas plataformas de comunicação nos impulsionam a continuar nessa trajetória. Então, só nos resta desejar-lhes um excelente Natal, e que o ano de 2025 seja repleto de grandes realizações e histórias de sucesso para todos!
