2024 tem arrecadação histórica em impostos
Às 01h55 do dia 29, o Impostômetro, painel localizado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no Centro Histórico da capital paulista, atingiu a marca pela primeira vez de R$ 3,6 trilhões. Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Impostômetro registrou R$ 3,04 trilhões, houve um crescimento de 18,4%. Esse valor representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano, incluindo multas, juros e correção monetária.
“O aumento da arrecadação, seja estadual, federal ou municipal, está diretamente ligado ao crescimento da atividade econômica”, afirma Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP. “Nosso sistema tributário é baseado no consumo, então, com a expansão da atividade econômica, especialmente impulsionada pelo consumo, a arrecadação cresce. Além disso, como muitos impostos são cobrados sobre os preços, a inflação também contribui para esse aumento.”
O economista destaca ainda que “a elevação das alíquotas do ICMS em grande parte dos estados foi um dos principais fatores de arrecadação, consolidando seu papel como um dos tributos mais relevantes para o resultado registrado.” Essa medida foi uma tentativa dos estados de aumentar sua fatia na futura arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS e outros impostos, visando garantir uma participação maior na arrecadação.
Fonte: Assessoria de imprensa ACSP