O Brasil retomou da Espanha o posto do oitavo maior produtor de veículos em 2024. A produção total de 2.550 milhões representou uma alta de 9,7% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados hoje (14/01) pela Anfavea, entidade que congrega os principais produtores de veículos do Brasil.
Também nos emplacamentos os números surpreenderam, com crescimento de 14,1% em relação ao ano anterior e muito superior a média global que foi de 2%. Foram 2.635 milhões de veículos e este número representou o maior aumento de ritmo de vendas internas desde 2007,

“Claramente, há uma demanda reprimida por transporte individual que vem sendo atendida de forma crescente, graças às melhores condições de crédito. Se essas condições melhorarem e se houver uma política de renovação de frota, mais pessoas poderão optar por veículos 0km”, afirmou o Presidente Márcio de Lima Leite.
Um fato comemorado o foi o crescimento das exportações no mês de dezembro que compensaram o fraco desempenho dos meses anteriores. Foram embarcados 398,5 mil veículos e fazem a indicação de que o ano de 2025 pode ser muito positivo. Os maiores embarques foram para a Argentina e Uruguai.

Também as importações mostraram crescimento e fecharam o ano com o melhor período dos últimos dez anos com 466,5 mil emplacamentos, alta de 33% impulsionada pela entrada maciça de eletrificados, em especial da China. “Neste ano é preciso reequilibrar os volumes de exportações e importações, de forma a evitar um novo déficit na balança comercial, como ocorreu em 2024. Temos um Imposto de Importação muito baixo para elétricos e híbridos, o menor entre países que fabricam veículos, o que nos torna um alvo preferencial de empresas importadoras, em prejuízo de nosso parque industrial e dos nossos empregos”, explicou o Presidente da ANFAVEA.
AGENDA PRIORITÁRIA ANFAVEA 2025
Além de consolidar os resultados da indústria em 2024, a ANFAVEA apresentou à imprensa seus principais focos de atuação junto ao governo, aos parceiros, à academia e à sociedade em 2025. São eles:
- Ampliar o mercado interno e a produção, retomando o patamar de 3 milhões de unidades vendidas até o próximo ano
- Reequilibrar a balança comercial, ampliando as exportações e contendo o excesso de importações
- Qualificar compras públicas de máquinas e veículos sem prejuízo à indústria local, ao emprego e à inovação
- Promover a descarbonização com foco na matriz energética e nos recursos brasileiros, com participação destacada do setor na COP 30, este ano em Belém (PA)
- Reforçar o laço com os trabalhadores brasileiros em termos de capacitação e ambiente de trabalho
- Criar uma política perene de renovação da frota com foco na sustentabilidade e na segurança
- Priorizar o desenvolvimento e a produção de novas tecnologias no Brasil