Divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Sondagem Industrial aponta que a preocupação dos industriais com a taxa de câmbio aumentou na passagem do 3º para o 4º trimestre de 2024. Antes, 14% dos empresários do setor indicavam a desvalorização do real como um dos principais problemas enfrentados pelas empresas. Agora, o entrave é apontado por 29,3%. Nesta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.519 empresas: 610 de pequeno porte; 540 de médio porte; e 369 de grande porte, entre 7 e 17 de janeiro de 2025.

“Como boa parte dos insumos usados pela indústria brasileira é importada, a desvalorização do real afeta diretamente os custos das empresas. Não à toa, isso fez a preocupação com o câmbio subir de 8º para 2º lugar na lista dos principais problemas”, diz Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. Apontada por 30,6% dos empresários, a elevada carga tributária continua em primeiro lugar no ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria. Em terceiro lugar, com 25%, aparecem as taxas de juros elevadas, item que também ganhou destaque ao longo de 2024.
Segundo o levantamento, o índice de satisfação dos empresários com a própria situação financeira recuou 0,8 ponto, para 50,9 pontos, na passagem do 3º para o 4º trimestre. O índice de facilidade de acesso ao crédito caiu de 42,9 pontos, no 3º trimestre, para 42 pontos no 4º trimestre, enquanto que o índice de satisfação dos industriais com o lucro operacional diminuiu 1,2 ponto, no 4º trimestre. Antes em 47 pontos, o indicador fechou o ano em 45,8 pontos. Já o índice que acompanha a evolução do preço de matérias-primas subiu 1,3 ponto nos três últimos meses de 2024. O indicador fechou o ano em 64,2 pontos.
A sondagem ainda aponta que apesar de o desempenho do setor ter caído no último mês de 2024, os empresários industriais têm expectativas positivas para 2025. As expectativas para demanda, compras de matérias-primas, quantidade exportada e número de empregados aumentaram em janeiro. Entretanto, o índice de intenção de investimento recuou 1,1 ponto na passagem de dezembro para janeiro. O indicador abre o ano em 57,7 pontos, 5,4 pontos acima da média histórica.
Fonte: CNI