Segundo dados apurados junto ao Inda – Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço no mês de janeiro de 2025, houve crescimento de 28,4% nas vendas quando comparadas com dezembro, com um montante de 320,3 mil toneladas contra 249,4 mil de dezembro. Em relação ao mesmo mês do ano passado quando foram registradas vendas de 329,9 mil toneladas registrou-se a queda de 2,9%

As compras junto as usinas nacionais também cresceram e foram de 341,9 mil toneladas contra 282,2 mil de dezembro com um aumento de 21,1%. Já em relação a janeiro de 2023, quando foram adquiridas 344,8 mil toneladas a queda foi de 0,8%.

Com isso houve um ajuste no estoque que passou a representar 3,2 meses de vendas, mais perto dos números históricos do Inda que são de 2,8 a 3 meses. O mês fechou comum estoque de 1.035,6 mil toneladas.
Quanto as importações, no mês passado informamos que havia um problema logístico no principal porto por onde entram as importações de aço que é São Francisco do Sul – SC com a falta de armazéns para estocagem e espaços para atracamento dos navios. Esta questão foi solucionada e explodiram as importações. O crescimento registrado foi de 95,5% em relação a dezembro com volume de 241,5 mil toneladas. Mesmo se comparadas com janeiro do ano passado quando entraram 131,8 mil toneladas o crescimento foi de 83,2%.

E o aço chegado da China no Brasil em dezembro representou 84,2% de toda a importação nacional de aço.
Indagado sobre as questões envolvendo a taxação norte americana ao aço brasileiro e as suas implicações para o mercado de distribuição, Carlos Loureiro, presidente executivo do Inda, disse que na verdade o problema maior desta medida ficará para as laminadoras americanas que não produzem aço, mas se utilizam de placas que são importadas principalmente do Brasil. Segundo ele, há instalações no estado do Alabama, que foram construídas exclusivamente para trabalharem com placas importadas e que esta medida vai criar um grande transtorno e possivelmente gerar inflação interna nos EUA. Ele ainda apresentou números que mostram que a exportação brasileira de produtos semi-acabados para os EUA é marginal em relação ao total exportado para aquele país e que esta quantidade poderá ser absorvida no mercado nacional sem muita dificuldade.
Fonte: Inda