Segundo nota divulgada pela NewsLetter “La semana en análisis” do último dia 21 de fevereiro emitida pela área de comunicação da Alacero- Associação Latino Americana de Ferro e Aço, as empresas siderúrgicas latino-americanas propuseram ao governo dos Estados Unidos a possibilidade de estabelecer uma aliança estratégica para que o continente possa se defender das práticas comerciais desleais da China, país que acusam de ter inundado o mundo inteiro com aço.
A proposta consta de um comunicado divulgado nesta sexta-feira, no qual a Associação Latino-Americana do Aço (Alacero) expressa sua surpresa com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre as importações de aço de forma indiscriminada, independentemente de sua origem.
A decisão tem um impacto particular na América Latina, já que Brasil e México, juntamente com o Canadá, são os maiores exportadores de aço para os Estados Unidos.
Segundo a Alacero, que representa 60 empresas latino-americanas responsáveis pela produção de 60 milhões de toneladas de aço bruto por ano e 1,3 milhão de empregos, a decisão de Trump se deve a um problema causado pela China e do qual as siderúrgicas da região também são vítimas.
“Esperamos que a análise racional e lógica prevaleça e que a aliança estratégica que os Estados Unidos formaram no passado com os países latino-americanos possa ser efetivamente construída”, disseram as empresas siderúrgicas regionais.
A associação disse que está disposta a dialogar com governos e comunidades nas Américas para alcançar um futuro melhor para a indústria da região e defender o emprego e o desenvolvimento local.
Segundo Alacero, a América Latina, assim como os Estados Unidos , também sofre com o aumento significativo das importações de aço de países com práticas comerciais desleais, como a China, e por isso também precisa adotar medidas de defesa comercial, como a imposição de cotas.
As tarifas de Trump, diz a organização, são baseadas em “um problema subjacente sobre o qual a indústria siderúrgica latino-americana vem alertando há mais de 15 anos: o comércio desleal da China, um país que adotou a política estatal de monopolizar a produção global por meio de empresas estatais e subsídios”.
Alacero diz ainda que a situação internacional oferece uma oportunidade histórica para os países das Américas estabelecerem uma cadeia de suprimentos regional, na qual as empresas latino-americanas podem desempenhar um papel de liderança devido à sua capacidade de produzir com uma das menores pegadas de carbono do mundo.
“A regionalização parece ser a melhor defesa contra o comércio desleal da China e dos países do Sudeste Asiático, por meio da adoção coordenada de medidas tarifárias que nos permitam enfrentar as ameaças reais existentes”, segundo a entidade.
Fontes: https://efe.com/mundo/2025-02-14/siderurgicas-trump-china/
NewsLetter- Lá semana em Analises da divisão de comunicação da Alacero.