Divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a Sondagem Indústria da Construção aponta que em janeiro o índice recuou de 45,1 para 42 pontos. Ainda assim, o indicador continua acima da média histórica, de 37,9 pontos, sugerindo que a intenção de investimento é maior que o usual. Para esta edição da Sondagem lndústria da Construção, a CNI consultou 302 empresas: 107 de pequeno porte; 133 de médio porte; e 62 de grande porte, entre 3 e 12 de fevereiro de 2025.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da indústria da construção caiu 0,3 ponto em fevereiro, para 49,3 pontos. É o segundo mês consecutivo em que o indicador fica abaixo da linha divisória de 50 pontos. Segundo os empresários da construção, o cenário atual é negativo para as empresas e para a economia em relação ao que era há seis meses. Os industriais do setor se mantêm pessimistas ao projetar os próximos seis meses da economia, mas otimistas quanto ao futuro dos próprios negócios.
Ainda segundo o levantamento, em janeiro de 2025 o índice de atividade da construção ficou em 43,7 pontos, abaixo, portanto, dos patamares observados em dezembro de 2024 e em janeiro desse mesmo ano. Isso significa que o ritmo da atividade caiu. Já o índice do número de empregados do setor passou de 45,7 para 45,6 pontos, enquanto a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção se situa em 67% em janeiro.
Em fevereiro, o índice que mede a expectativa para o nível de atividade não mudou. Já os índices de expectativa para o número de empregados e de novos empreendimentos subiram 0,6 e 0,5 ponto, respectivamente, enquanto o de compra de insumos e matérias-primas caiu 1,2 ponto. Os empresários da construção continuam com projeções positivas para todas essas variáveis.
Fonte: CNI