Apesar de considerar positiva a alta de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alerta que a redução do ritmo de crescimento no último trimestre do ano em relação aos três meses anteriores aponta para uma desaceleração econômica e o consequente risco de uma trajetória ruim para a economia para 2025.
Segundo a CNI, entre os setores econômicos, destaca-se o crescimento de 3,3% da indústria em 2024, percentual idêntico ao projetado pela entidade em dezembro de 2024. O segmento industrial reconhece que os resultados alcançados no acumulado de 2024 se devem muito a políticas voltadas para a reindustrialização, como a Nova Indústria Brasil (NIB) e as ações concretas de financiamento promovidas por entidades como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

No entanto, na avaliação da CNI, é preciso ter atenção principalmente diante do impacto negativo da política monetária contracionista adotada pelo Banco Central e das medidas protecionistas internacionais, especialmente as adotadas recentemente pelos Estados Unidos. Outro ponto importante destacado é o controle dos gastos públicos, Além disso, para a CNI projetos para o setor produtivo e para o país, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que busca acabar com a chamada escala 6×1 – no mínimo uma folga a cada seis dias de trabalho – e reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais, restritas a quatro dias de trabalho no máximo, com três folgas semanais (escala 4×3) também podem impactar o setor.
“Podemos elencar como pontos a serem destacados em 2024 o crescimento da indústria de transformação, a perda de ritmo do investimento no fim do ano, a queda do consumo mesmo com alta da renda e a contribuição externa fortemente negativa”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Fonte: CNI