Os dados divulgados pela Abimaq, nesta quarta feira (2/04) relativas ao primeiro bimestre de 2025, mostram que o setor se encontra em recuperação uma vez que houve crescimento nas receitas domésticas assim como nas exportações. Tais dados vem confirmar as expectativas que haviam no setor para este período.
As receitas líquidas do setor de atingiram R$ 22,9 bilhões puxada pelo desempenho do mercado interno, principalmente na aquisição de máquinas para bens de consumo, máquinas para a agricultura e máquinas para a construção civil.
No mercado interno as receitas de R$ 17,9 bilhões superaram em 13,2% fevereiro de 2024, quanto a fevereiro de 2023 (3,6%).

Nas exportações foram totalizadas entregas que renderam US$ 870 milhões com crescimento de 7% sobre janeiro e 6,6% em relação a fevereiro de 2024.
Os principais destinos das exportações foram países da América do Sul, uma vez que há dificuldades de exportação para os Estados Unidos que representaram no ano passado cerca de 7% de nossas exportações. Os impasses continuam e se não houverem negociações que mudem o atual quadro, haverá problemas com a exportação para aquele país.
Quanto as importações elas continuam em alta e a China como era de se esperar já detém cerca de 35% do mercado de importados que antes pertenceu aos Estados Unidos e Alemanha. E o viés é de alta.
A indústria de máquinas ainda possui uma alta ocupação de suas instalações e atingiu no bimestre 77,2% de sua capacidade. Foi a maior alta desde abril de 2023. Sua carteira de pedidos também registrou melhora com crescimento de 2,4% sobre janeiro.
José Velloso, presidente executivo da entidade comentou que as medidas norte americanas de taxar as importações brasileiras provavelmente irão dificultar as entradas de nossas máquinas naquele país, pois em muitos casos haverá similar fabricado pela própria indústria americana e a tarifa anunciada de 25% praticamente inviabilizará nossas exportações.
Fonte: Abimaq