As importações de aços planos, principalmente vindos da China novamente bateram recordes de entradas no país. Com alta de 42,5% em relação ao mês anterior e volume total de 417,9 MT contra 293,3 Mt de abril foi a maior internação de aço importado desde o inicio da série histórica. Comparando-se com mês do ano anterior (243,6 Mt.), as importações registraram alta de 71,5%.
Segundo Carlos Loureiro, presidente executivo do Inda: “A chegada indiscriminada de aço importado, com preços aviltados, além de desestimular a indústria siderúrgica nacional aumenta os estoques nas mãos dos importadores, dos consumidores industriais e em distribuidores, principalmente do norte e nordeste brasileiros, que utilizam este meio para se abastecerem, mostrando um consumo aparente irreal. Entendo ser admissível um crescimento de consumo aparente de no máximo 4% pelo momento em que vivemos no Brasil”

Como resultado deste estado de coisas o resultado do mês de maio as vendas fecharam com um total de 328,9 Mt contra 317,3 Mt de abril, com um aumento de 3.7%. Sobre o mesmo mês do ano passado houve crescimento de 4,2% (315,6 Mt). Cabe esclarecer que aqui não estão computados os importados. No acumulado do ano os importados já respondem por cerca de 30% do consumo brasileiro em 2025.
As compras junto as usinas siderúrgicas registraram crescimento de 6,1% com volume de 339,5 Mt contra 320,1 Mt do mês passado. E em relação ao ano anterior alta de 8,1% (314,2 Mt)
O movimento dos estoques mostrou alta de 1,0% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 1.071,9 mil toneladas contra 1.061,3 mil. O giro de estoque fechou em 3,3 meses, considerado alto por Carlos Loureiro que também chamou a atenção para o comprometimento do capital de giro das suas afiliadas
Fonte: Inda/Sindisider










