
Nas instalações onde outrora foi a fábrica da Ford na Bahia, que descontinuou a produção de veículos no Brasil, após remodelação e adaptações a chinesa BYD inaugurou a sua primeira unidade na América do Sul. Na verdade ainda faltam algumas licenças ambientais e das autoridades locais para a fábrica começar efetivamente a funcionar o que deve ocorrer nas próximas semanas. Todas as demais licenças e autorizações mais complexas, segundo seu vice presidente serão obtidas até o ano de 2026.
Esta será maior unidade industrial da empresa fora da China e a produção (montagem) será iniciada através da utilização dos kits de peças já prontas e importadas denominado SKD.
A empresa promete uma produção já neste ano de 50 mil veículos, passando a seguir para 150 mil unidades/ano e depois crescimento anual, contínuo até atingir a 600 mil veículos/ano em 2030.
Por este método de produção SKD alguns dos itens vitais como motor, cambio e a maior parte da carroceria já desembarcam parcialmente prontos, restando a montagem e o complemento até a finalização do veículo, à fábrica local.
Com este método os investimentos iniciais são menores do que a montagem de uma fábrica inteira com todas as suas etapas que demandam inúmeros investimentos.
Em 1º de julho, as alíquotas de carros importados eletrificados no Brasil, segundo cronograma estabelecido pelo governo, subiram: Os elétricos passaram de 18% para 25%, de 20% para 28% os híbridos plug-in e de 20% para 30% os híbridos plenos.
Os carros produzidos pelo sistema SKD que foi adotado pela montadora sofrerão uma alíquota de 18% de importação.
Inicialmente serão montados no Brasil os modelos elétrico subcompacto Dolphin Mini (foto), o SUV híbrido Song Pro (em duas versões GL e GS) e o sedan híbrido King, também em duas versões que foi anunciado como novidade no ato da inauguração.
Segundo o vice presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, a empresa já iniciou entendimentos para atrair para o polo industrial onde está localizada a fábrica, vários fornecedores nacionais, pois pretende em breve nacionalizar toda a fábrica, inclusive produzindo alguns dos próprios componentes dos veículos utilizando inúmeros incentivos fiscais disponíveis para esta nacionalização.
No campo de ocupação trabalhista no momento a nova fábrica opera com cerca de 1000 trabalhadores locais, mas até o final do ano, com o crescimento da operação deverão ser ao menos 3000 funcionários em atividade.










