
A montadora chinesa BYD, entrou com pedido junto ao governo brasileiro, solicitando a redução das alíquotas de importação nos regimes de SKD e CKD. Eles foram recebidos e neste momento estão em análise na Camex, órgão pertencente ao Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.
Para esclarecer o regime CKD ou Completely Knocked Down é aquele pelo qual os produtos a serem apresentados para consumo final são enviados completamente desmontados, exigindo uma linha de montagem completa para sua finalização e o regime SKD, Semi Knocked Down é aquele pelo qual os produtos chegam semi elaborados ou parcialmente montados, e chegam quase sempre compostos de sub conjuntos necessitando pequeno esforço para serem concluídos.
A Anfavea, juntamente com o Sindipeças, várias montadoras e federações de industrias se manifestaram através de ofícios endereçados aos órgãos competentes como Ministérios, e ao Presidente da República, repudiando tal atitude e alertando que ela representa uma ameaça à atual política industrial brasileira, colocando em risco algumas conquistas que foram acumuladas ao longo de décadas. Uma delas é transferir a geração de empregos do Brasil, para outros países.
No seu comunicado divulgado pela imprensa, Igor Calvet, presidente da Anfavea assinala alguns pontos cruciais, citando que enquanto a produção local gera até dez empregos diretos, a montagem dos kits somente 3 ou 4 empregos; fica também comprometida a manutenção de uma base sólida e sofisticada das indústrias instaladas no país; fica comprometido o estimulo a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica; reduz a atratividade do Brasil na questão de investimentos internacionais; reduz os esforços com a sustentabilidade da indústria.
O comunicado diz ainda que a simples redução sem compromissos reais de nacionalização ameaça o emprego e a renda de milhares de trabalhadores de toda a cadeia automotiva.
Mas a principal ameaça contida na nota diz que a redução de tarifas conforme pleiteado ensejará a indústria automotiva a rever os investimentos de RS$ 180 milhões anunciados e previstos até 2030.
Finaliza dizendo: ” A indústria automotiva tem papel estratégico no desenvolvimento nacional, responsabilidade, diálogo e visão de longo prazo são essenciais.”










