
Participando do Energy Summit no Rio de Janeiro, Hugo Bethlem, presidente do Capitalismo Consciente Brasil, organização que mobiliza mais de 100 empresas e 8 mil pessoas na construção de uma cultura empresarial guiada por propósito e consciência disse: “Acredito que negócios podem ser instrumentos de transformação positiva. E quando falamos de energia, falamos de dignidade, desenvolvimento e justiça social”.
O Brasil ocupa posição estratégica na transição energética global, com matriz limpa acima da média, abundância de recursos e oportunidades em biocombustíveis, hidrogênio verde e serviços ambientais. Mas ainda há grande distância entre nosso potencial e a realidade.
A expansão das fontes renováveis enfrenta desafios sérios: atrasos na conexão à rede, entraves regulatórios, instabilidade institucional e falta de clareza legal. Ainda mais crucial é a ausência de uma consciência coletiva sobre o que significa transitar para um novo modelo energético.
Transição energética não pode ser sinônimo de exclusividade tecnológica ou de concentração de capital. A verdadeira transição precisa ser também – e principalmente – uma transição de consciência. Isso significa mudar não apenas a fonte da energia, mas o destino dela. Para quem estamos fazendo essa transformação? Quem está sendo incluído? Quem segue de fora?
A democratização começa com inclusão: levando soluções às periferias, aos pequenos produtores e às comunidades historicamente esquecidas.
No Capitalismo Consciente, apregoamos que o lucro não é o único fim. Empresas conscientes geram valor compartilhado, cuidam de todos os stakeholders e assumem um papel ativo no bem comum.
Se queremos uma transição democrática, devemos reconhecer que energia é um direito – e tratá-la como instrumento de equidade, desenvolvimento e regeneração planetária. Esse é o verdadeiro papel das lideranças conscientes e a transição energética pode ser um bom exemplo para que este fim aconteça.

Hugo Bethlem, presidente do Capitalismo Consciente Brasil.










