Segundo os dados divulgados pela Abimaq – entidade que defende os interesses do setor de máquinas e equipamentos, correspondente ao mês de junho de 2025, as importações atingiram US$ 2,6 bilhões em junho, mostrando crescimento de 13,1% frente a 2024, mas houve um recuo de 2,5% em relação a maio. Na soma das importações do primeiro semestre apurou-se US$ 15,7 bilhões, o maior valor da história para o período, com destaque para o avanço da participação da China, que já responde por 32,1% das máquinas importadas pelo Brasil.
Por outro lado, houve uma desaceleração ou recuo no crescimento do consumo aparente em junho de 4,4%. No período houve queda tanto na aquisição de máquinas produzidas localmente (-11,4%) quanto importadas (-4,8%). As exportações voltaram a crescer (6,3%), mas não o suficiente para anular a queda no mercado doméstico, resultando em receita total de vendas 5,4% inferior à do mês de maio (com ajuste sazonal).

A receita líquida total de vendas foi de R$ 26,4 bilhões, crescimento de 9,9% sobre junho de 2024, mas retração de 5,4% frente a maio, após ajuste sazonal. No mercado doméstico, o setor movimentou R$ 20,6 bilhões, alta de 8,8% na comparação interanual, mas queda de 11,4% ante o mês anterior.
No entanto segundo os diretores da entidade presentes à reunião as expectativas, após o crescimento de 14,8% nas receitas liquidas do primeiro semestre, são positivas com a revisão da projeção da receita liquida do setor para o ano agora na casa dos 7,9%.
Há ainda uma preocupação quanto as medidas adotadas pelo governo norte americano. Se for confirmada a tarifa dos 50% para os produtos importados do Brasil o setor de máquinas, poderá encolher, cerca de R$ 24 bilhões ao ano, o equivalente a 9% da sua receita liquida (R$ 275 bilhões), sendo R$ 19,3 bilhões no curto prazo, em função da perda do mercado norte-americano e R$ 4,8 bilhões no longo prazo, pela redução dos investimentos na economia nacional. Este cenário reduziria o crescimento de 2025 para 5% ao provocar uma queda de 15,1% nas exportações de máquinas e equipamentos.
O nível de ocupação da indústria foi de 77,7% e o número de colaboradores cresceu 0,3% totalizando 420 mil postos de trabalho diretos.
Fonte – Abimaq










