Além do aço negociado internacionalmente em sua forma bruta — como chapas, bobinas, vergalhões, ou tubos, telhas entre outros — existe também o fluxo de aço incorporado em produtos manufaturados, conhecida como “steel embedded in finished goods”, ou seja, “aço contido em bens finais”.
A Worldsteel, entidade mundial que reúne produtores de aço, associações nacionais e regionais da indústria siderúrgica, além de institutos de pesquisa responsáveis por cerca de 85% da produção global, publicou um estudo abrangente intitulado “Indirect Trade in Steel 2013–2023” (Comércio Indireto de Aço entre 2013 e 2023).

O relatório apresenta dados sobre o comércio de produtos manufaturados que contêm aço, destacando valores e volumes. Para calcular o comércio indireto, foi necessário estimar a quantidade de aço utilizada na fabricação de cada tipo de produto — os chamados coeficientes de aço, expressos em peso. A metodologia adotada define o coeficiente como a quantidade de aço acabado (em toneladas) necessária para produzir uma tonelada de determinado bem manufaturado.
O estudo utilizou o Sistema Harmonizado de Descrição e Codificação de Mercadorias (SH) das Nações Unidas, com códigos de até seis dígitos. Foram analisados cerca de 1.000 códigos SH, permitindo uma categorização detalhada dos produtos comercializados.

Os dados foram tabulados e organizados em seis grupos de commodities: produtos metálicos, máquinas mecânicas, equipamentos elétricos, eletrodomésticos, veículos automotores e outros meios de transporte. Esses grupos representam os principais setores consumidores de aço e foram utilizados pela Worldsteel na análise da produção industrial ponderada pelo uso de aço (SWIP).
A principal fonte de dados comerciais utilizada no estudo foi o Banco de Dados de Estatísticas de Comércio de Mercadorias das Nações Unidas (UN Comtrade).
Os dados completos do estudo podem ser obtidos em: https://worldsteel.org/media/press-releases/2025/worldsteel-releases-indirect-trade-in-steel-data-2013-2023/










