A construção civil permanece como um dos pilares da economia brasileira e figura entre os três maiores consumidores de aço no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor registrou crescimento de 4,3% em 2024, gerando um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 359 bilhões. O desempenho superou a média nacional de 3,4%, consolidando a construção civil como o terceiro segmento que mais cresceu no período.
Atualmente, o setor emprega cerca de 3 milhões de trabalhadores de forma direta, além de movimentar uma cadeia produtiva que gera milhões de empregos indiretos em todo o território nacional.
Para 2025, a projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta um crescimento mais moderado, estimado em 2,3%. Apesar da desaceleração, as perspectivas seguem otimistas, impulsionadas por iniciativas como o programa Minha Casa Minha Vida, novos projetos de infraestrutura em diversos estados e o contínuo lançamento de empreendimentos imobiliários.
⚠️ Desafios persistem
O setor, no entanto, enfrenta obstáculos relevantes. A elevada taxa de juros continua a restringir o acesso ao crédito e a desacelerar novas aquisições. Soma-se a isso a escassez de mão de obra qualificada e o cenário político-econômico instável, que traz incertezas para investidores e empresas.
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