Levantamento do SIMPI Nacional, associação civil do Sindicato da Micro e Pequena Indústria, aponta que cerca de 35% das micro e pequenas empresas exportadoras foram diretamente afetadas pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros,, especialmente as que têm mais de 5% do faturamento vinculado ao mercado americano. Outras 46% obtiveram isenções parciais, enquanto 19% caíram na regra geral.

Para a entidade, além das perdas diretas, o efeito em cadeia preocupa. Como muitas micro e pequenas empresas fornecem para grandes exportadoras, o impacto se multiplica. A substituição de produtos brasileiros por fornecedores de outros países, já observada em setores como carnes, também agrava o risco de perda de espaço nas cadeias globais. Ainda que o Brasil siga crescendo, com impacto estimado de 0,3% no PIB em razão da medida, empresários já sentem os efeitos na prática e buscam alternativas para preservar receitas e empregos.
Apesar disso, medidas de alívio foram implementadas: o governo federal concedeu prorrogação de prazos de impostos para empresas do Simples, além de parcelamentos especiais. Estados abriram linhas de crédito emergenciais e programas de apoio à exportação. Empresários também têm buscado alternativas, como novos mercados, renegociação de lotes e até a absorção parcial do custo da tarifa para manter clientes. O SIMPI alerta, contudo, que a manutenção do tarifaço pode consolidar a perda de mercados e fragilizar cadeias produtivas, tornando essencial o avanço das negociações diplomáticas.
Fonte: SIMPI Nacional – Imprensa sistemas@comuniquese6.com.br










