Tubos de aço revolucionam a construção: leves, versáteis e sustentáveis, dominam obras civis, industriais e arquitetônicas.
Marcus Frediani
Elas estão em toda a parte. Utilizadas de forma multiversáteis, as estruturas tubulares em aço marcam presença nas obras de infraestrutura, na construção civil, nas indústrias, em prédios de apartamentos, nas residências, na arquitetura ambiental, e em todo lugar onde suas incomparáveis propriedades se fazem necessárias.
“Elas vêm ganhando cada vez mais espaço em todos esses segmentos devido aos seus atributos de eficiência, economia e versatilidade técnica. Nos últimos anos, o setor passou por uma transformação importante: o que antes era feito com barras maciças passou a ser substituído por tubos de aço, refletindo uma construção mais moderna, leve e racional”, explica Silvino Canzian, diretor comercial da Cedisa Central de Aço.
E o executivo da empresa – com sede no município de Serra, no Espírito Santo, fundada pelos irmãos José e Claudionor Dalla Bernardina, e que completou em julho último 50 anos de atividades atendendo a todo o Brasil –, faz questão de ressaltar que não é apenas a robustez técnica dos tubos que fazem a diferença em sua utilização, mas também o seu aspecto visual, que transmite a sensação de solidez nas edificações. “O uso das estruturas tubulares vem se ampliando de forma constante, como, por exemplo, em gradis, em fechamentos e coberturas, áreas estas nas quais as construtoras têm investido fortemente por conta da praticidade, da estética e do custo-benefício. Assim, o aço tubular deixou de ser apenas uma opção, e passou a ocupar um papel central nas construções”, enfatiza.
Ainda segundo Silvino, as estruturas tubulares em aço seguem como uma das principais tendências da Construção Civil, devido à busca por soluções mais leves, versáteis e sustentáveis. Isso porque o uso desses elementos possibilita a criação de designs arrojados, com estruturas aparentes que valorizam a estética arquitetônica. “Além disso, a leveza dos tubos de aço também contribui significativamente para a facilidade de transporte, manuseio e montagem dos componentes, reduzindo a necessidade de equipamentos pesados e otimizando o cronograma de execução. Por serem pré-fabricados com alta precisão dimensional, os sistemas tubulares também aceleram a montagem no canteiro de obras, o que resulta em menor tempo de construção, redução de custos com mão de obra e maior previsibilidade de desempenho”, pontua o diretor comercial da Cedisa.
USO CADA VEZ MAIOR NA ÁREA DE INFRAESTUTURA
Na área da infraestrutura, a segurança de uma ponte ou viaduto está intrinsecamente ligada à qualidade e ao desempenho dos materiais utilizados em sua construção. Nesse contexto, segundo os especialistas, os tubos de aço carbono destacam-se como um dos componentes estruturais mais confiáveis – por exemplo, na construção de pontes, viadutos e túneis –, graças à sua combinação única de resistência, durabilidade e versatilidade, características estas reguladas no Brasil por rigorosas normas técnicas, tais como as NBRs 8261, 6321, 5580 e 5590.



Especificamente para esse setor, as estruturas tubulares são projetadas para suportar cargas extremas, tanto estáticas quanto dinâmicas, garantindo a integridade da estrutura ao longo de décadas de uso, com eficiência operacional, graças à sua alta resistência mecânica à fadiga estrutural. Além disso, são componentes essenciais em vigas, colunas e treliças, uma vez que esses tubos são projetados para resistir a forças externas, como ventos fortes e variações térmicas, que podem causar tensões significativas em tais estruturas. Seus usos mais comuns nessa área são fundações, pilares e treliças, bem como para garantir a estabilidade dos projetos com vãos maiores e sujeitos a balanços sucessivos ocasionados pelo tráfego.
Aliás, a já mencionada questão da leveza das componentes tubulares nos projetos de infraestrutura também é salientada como vantagem potencial pela Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM). E isso porque o uso de tubos permite modelos estruturais com peso menor, além de menor quantidade de peças e com menor exposição superficial a intempéries do que com o uso de outros materiais. É o caso de obras de grandes dimensões com vãos superiores a 30 metros, que, como as pontes e viadutos, suportam, por exemplo, coberturas de estádios, aeroportos, centros de convenções e passarelas, entre outras. Simultaneamente, em muitos casos, isso facilita também a montagem, sem contar a beleza arquitetônica resultante da forma tubular.
AVANÇO NAS SOLUÇÕES PARA MINERAÇÃO
Já na mineração, o leque de aplicações de estruturas tubulares de algumas empresas são referências em suas áreas de atuação. É o caso do Grupo Açotubo, com sede em Guarulhos/SP, que acaba de apresentar na Bahia – na mostra de mineração Exposibram 2025, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) –, algumas novidades do extenso portfólio de componentes e materiais desenvolvidos em aço carbono e inoxidável, além de tecnologias voltadas a projetos de geotecnia. Entre eles, os spools (segmentos pré-montados de tubos, conexões e flanges sob medida), da marca Açotubo, que oferecem instalação simplificada e redução de custos operacionais, além da linha de aço inox, formada por tubos, conexões, barras, chapas e acessórios, que atendem com excelência às exigências técnicas do mercado; e as novas telas soldadas, tirantes, split set e cordoalhas, desenvolvidos pela sua marca Incotep-Sistemas de Ancoragem para garantir segurança, durabilidade e eficiência em operações subterrâneas e de estabilização de terrenos na mineração.
“Foi uma ótima oportunidade de mostrarmos, em um mesmo evento, os portfólios dessas nossas duas marcas, que são referência em suas áreas de atuação. Em síntese, comunicamos ao mercado que é possível encontrar uma série de produtos e soluções na mesma empresa, o que facilita a logística, orçamento e otimização da operação. Somos parceiros estratégicos na construção de soluções que aliam inovação, confiança e qualidade no setor de mineração”, sublinha Fernando Del Roy, diretor de Marketing, Suprimentos e Inteligência de Mercado do Grupo Açotubo.
EM CICLO VIRTUOSO DE CONTÍNUA EXPANSÃO
Em paralelo, as estruturas tubulares em aço também vêm ganhando cada vez mais espaço na construção civil, devido aos seus atributos de eficiência, economia e versatilidade técnica. “Nos últimos anos, o setor passou por uma transformação importante: o que antes era feito com barras maciças passou a ser substituído por tubos de aço, refletindo uma construção mais moderna, leve e racional”, observa Silvino, da Cedisa. “E, ao mesmo tempo, representam uma alternativa mais econômica, facilitando o transporte, a montagem e a manutenção nos canteiros de obras de prédios e residência, cumprindo um ciclo virtuoso de expansão no âmbito de suas aplicações”, complementa.
Por sua vez, no ambiente industrial, os tubos de aço são essenciais em diversas etapas de produção. Eles desempenham um papel importante no direcionamento de matérias-primas, em processos de usinagem e no transporte de fluidos sob diferentes temperaturas e pressões. Dessa forma, sua robustez garante segurança e eficiência operacional, características indispensáveis para o setor.
Outro destaque de sua utilização são suas aplicações em projetos dos setores de energia e telecomunicação. No primeiro, graças à sua resistência mecânica e capacidade de suportar cargas elevadas, as estruturas tubulares em aço encontram cada vez mais aplicações na construção de torres de transmissão. E, no segundo, servem como suporte para antenas e outros equipamentos, assegurando estabilidade e durabilidade às estruturas.
PERFEITO ALINHAMENTO À ARQUITETURA MODERNA
Complementarmente, mas nem de longe menos importante, o uso de estruturas tubulares de aço na arquitetura oferece diversas vantagens, que combinam estética, eficiência e sustentabilidade, como atestam grandes escritórios especializados em projetos no ramo. Isso porque, esses materiais permitem maior liberdade de design, prazos de construção mais curtos e obras mais limpas, entre muitos outros benefícios.
Nesse espectro, segundo a ABCEM, existem três aspectos essenciais que devem ser considerados. O primeiro é a economia, como a redução de peso e do custo com as fundações necessárias para suportar as obras, uma vez que o uso do aço costuma ter um valor menor em comparação com o outros materiais, como é o caso do concreto; a diminuição do tempo de execução dos projetos, devido à eficiência na montagem e à leveza das estruturas metálicas; a adequação a solos com baixa capacidade de carga, em locais nos quais estruturas mais pesadas poderiam representar desafios técnicos e aumentar os custos das fundações; a diminuição dos desperdícios durante a construção, já que o processo de fabricação do aço permite um controle mais preciso sobre a quantidade necessária de material nas obras arquitetônicas; e ainda a manutenção simplificada, uma vez que o aço é um material durável, que apresenta necessidade reduzida de reparos ao longo do tempo, gerando economia no longo prazo.
O segundo é a derrubada do mito de que o aço não é um bom material para projetos arquitetônicos contemporâneos, do qual deriva o segundo fator fundamental: a versatilidade. E isso permite que os arquitetos explorem diferentes conceitos e expressem toda a sua criatividade, a partir de uma ampla variedade de formas e estruturas, desde linhas simples e modernas até formas mais complexas e orgânicas.
Nesse âmbito também, a resistência do aço permite a criação de estruturas arquitetônicas de diferentes portes e propostas, sem comprometer a estabilidade e a segurança da construção. Isso sem falar de outros benefícios, como: a compatibilidade com uma ampla variedade de outros materiais, tais como aqueles de revestimento e acabamento – por exemplo, vidros, madeiras, pedras e cerâmicas –, muito usados em projetos arquitetônicos de fachadas e interiores personalizados, adaptados às necessidades e às preferências dos cliente; e a facilidade de modificação e expansão, devido ao fato de que as estruturas tubulares de aço são facilmente modificáveis e expansíveis, possibilitando que os edifícios construídos com elas possam ser adaptados para atender a novas estruturas, sem a necessidade de demolição ou reconstrução completa.
Finalmente, o terceiro aspecto refere-se à durabilidade conferida aos projetos arquitetônicos, de saída proporcionada pela resistência à corrosão, especialmente quando as estruturas tubulares são revestidas ou protegidas contra intempéries ambientais. Nesse sentido, também entra a resistência ao fogo, pois o material não contribui para a propagação de incêndios. Por conta de seus atributos, as estruturas de aço na arquitetura têm demonstrado uma boa capacidade de resistência a ventos fortes, e até mesmo a abalos sísmicos. Por fim, atreladas à sua durabilidade e resistência, elas têm uma vida útil longa em comparação com outros materiais de construção. Assim, as estruturas de aço podem permanecer funcionais e esteticamente atraentes por muitos anos, oferecendo um excelente retorno sobre o investimento, sem falar no aspecto da sustentabilidade ecofriendly, porque são totalmente recicláveis.
Em síntese, o contínuo avanço tecnológico do uso de estruturas tubulares de aço na arquitetura vem se expandido significativamente. Com suas propriedades aprimoradas e capacidade de adaptação, elas desempenham um papel fundamental na moldagem de espaços arquitetônicos inovadores e duradouros, que atendem às demandas modernas, bem como às exigências de funcionalidade, beleza e responsabilidade ambiental, aliás como já grafou Silvino Canzian, diretor comercial da Cedisa Central de Aço, no início desta reportagem.










