A Usiminas divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2025, onde constatou um prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões que é o maior já registrado no setor siderúrgico.
Segundo as informações da empresa o resultado foi afetado pela perda de impairment no valor de RS$ 2,2 bilhões somados a R$ 1,4 bilhão na avaliação de recuperação impostos diferidos.
Mas na contra partida a empresa apresentou uma geração de caixa operacional forte, que deixa dúvidas sobre os próximos resultados e analistas do mercado de capitais até sugerem manterem uma perspectiva neutra ou mesmo a perspectiva de bons resultado na próxima divulgação. Por sua vez nos Comentários e Expectativas da Administração a empresa espera resultados estáveis para o 4T25.
Os principais divulgados do 3T25 foram:
– A empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 3,54 bilhões no 3º trimestre de 2025.
– A receita liquida somou R$ 6,604 bilhões que é menor em 3,3% com igual período de 2024.
– No dia 30 de setembro a dívida líquida da empresa era de R$ 327 milhões, com uma redução de 49% em comparação com setembro de 2024.
– O EBITDA ajustado foi de R$ 408 milhões, um resultado baixo comparado ao 2T24.
– A geração de caixa operacional foi forte, superando as expectativas de alguns analistas.
– Ações: A ação da Usiminas (USIM5) teve uma queda de 0,60% após a divulgação dos resultados do 3T25.
No relatório Comentários e Expectativas da Administração que acompanha a divulgação a empresa cita que vem apresentando evolução do EBITDA positiva, apesar da pressão cada vez maior das importações em condições desleais principalmente de produtos de origem chinesa.
E continua: “Assim como setor siderúrgico brasileiro, outras industrias também são impactadas pelos altos níveis de importações. Perante todas as evidências de um cenário de competição desleal demonstrada inclusive nas investigações preliminares de antidumping conduzidas pelo governo brasileiro e todo o dano já causado para a indústria e o emprego nacional a Usiminas segue confiante que as autoridades responsáveis aplicarão uma medida efetiva para corrigir essas distorções e proporcionar um cenário de isonomia competitiva que contenha o dano causado pelos produtos subsidiados. As medidas tomadas em mercados como os Estados Unidos, Europa e México evidenciam a necessidade de garantir um ambiente competitivo justo para a preservação de sua indústria e empregos”.
Finaliza o relatório dizendo que a Companhia espera menores volumes de vendas de aço, devido a sazonalidade típica do momento e quanto aos preços devem se manter estáveis com aumentos implementados para o setor de distribuição sendo compensados pela defasagem dos movimentos de preços para a indústria. Esperam também uma melhora de eficiência produtiva com queda nos custos de produção e também uma queda nos preços das matérias primas.
O relatório completo está em:
https://ri.usiminas.com/resultados-e-divulgacoes/central-de-resultados/
Fonte: Central de resultados Usiminas.










