Apesar de a produção automobilística brasileira já ter superado a marca de 2,2 milhões de unidades em 2025, a Anfavea admite que dificilmente será possível alcançar a meta de crescimento de 7%, que previa um total de aproximadamente 2,7 milhões de veículos fabricados. Ainda assim, o acumulado do ano registra alta de 5% em relação ao mesmo período de 2024.
O que mais preocupa a entidade é a queda na média diária de vendas, que pelo terceiro mês consecutivo ficou abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano passado. Desde o início do programa Carro Sustentável, 155 mil unidades foram comercializadas, o que ajudou a conter uma retração ainda maior no varejo, que segue em trajetória de enfraquecimento mês a mês.

No acumulado do ano, foram emplacadas 2,172 milhões de unidades, um avanço modesto de 2,2% sobre 2024. O desempenho foi impulsionado por um crescimento de 9,9% nas vendas diretas da indústria, enquanto o varejo recuou 3,3%. Até mesmo os veículos importados registraram queda de 1,3% em outubro, na comparação anual. No entanto, no acumulado de 2025, as importações cresceram 8,9%, com destaque para os modelos chineses, cuja presença no mercado brasileiro aumentou 52,9% em relação ao ano anterior.
Entre os principais fatores que explicam o cenário estão os juros elevados, que seguem em patamares muito altos, e a forte retração nas vendas de caminhões pesados, que enfrentam um dos piores momentos de sua história.
A produção em outubro manteve-se estável em relação a setembro, com 247,8 mil unidades. No acumulado do ano, a indústria já soma 2,234 milhões de veículos produzidos, o que representa alta de 5,2%. No segmento de caminhões pesados, foram fabricadas apenas 4,7 mil unidades, uma queda de 40% frente ao mesmo mês de 2024.
As exportações também recuaram em outubro, com 40,6 mil unidades embarcadas — queda de 22,7% em relação a setembro, um dos melhores meses da série histórica. A principal causa foi a suspensão temporária do acordo comercial com a Colômbia. Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, “Felizmente, após forte atuação da Anfavea, das associadas e do governo brasileiro, o acordo com a Colômbia foi renovado por mais um ano, permitindo que os embarques sejam retomados nos próximos meses para este que é o terceiro maior destino das exportações de veículos brasileiros.”
No acumulado de 2025, as exportações já somam 471,4 mil unidades, um crescimento expressivo de 43,8% em relação ao ano anterior.
Fonte: Anfavea










