Continuam os recuos em todos os indicadores da indústria automobilística de acordo com o balanço apresentado pela Anfavea.
O setor de caminhões pesados que já vem caindo há 4 meses seguidos, é a ponta do Iceberg mais visível. Na média nos últimos quatro meses a queda neste segmento de pesados foi de 26% ao mês. A queda acumulada do ano no segmento de caminhões incluindo leves, semi leves, pesados e extra pesados, já é de 9,3%. A queda só no mês de novembro de 2025, em relação de 2024 foi de (-) 27,1%.
Comentando este quadro Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea disse” Com o cenário econômico desfavorável, a SELIC persistente em 15% e os juros para o consumidor nas alturas, é difícil prever-se uma inversão neste quadro”.

Para todo o segmento o crescimento acumulado de janeiro a novembro de 2025 segue acima do registrado no mesmo período do ano passado, mas por uma margem bem pequena e inferior ao que havia sido projetado pela Anfavea. Foram emplacadas 2,410 milhões de unidades, alta de apenas 1,4% em relação a janeiro-novembro de 2024. Na prática, essa alta é sustentada por modelos importados, já que os emplacamentos de nacionais neste período subiram apenas 0,1%.
Em novembro, foram vendidas 238,6 mil unidades, com queda de 8,5% em relação a outubro e de 5,9% em relação ao mesmo mês de 2024. Até mesmo os autoveículos importados, que vinham em alta, verificaram retração de 10% no mês. Esse fenômeno, associado à chegada de novos lotes de fora do país, fez com que os estoques de importados subissem de 130 para 153 dias o que equivale a cinco meses de vendas.
Nas exportações outro recuo. Apenas 35,7 mil veículos nacionais seguiram para outros mercados, o que representou o segundo pior mês do ano. A retração nas vendas da Argentina, o principal destino dos veículos fabricados no Brasil, explica o resultado. Apesar disso, devido especialmente aos bons resultados do primeiro semestre, os embarques para o país vizinho ainda registram alta de 37,9% no acumulado deste ano.
O cenário de desaceleração levou a uma queda relevante na produção do mês de novembro. As 219 mil unidades fabricadas representaram queda de (-) 11,6% em relação a outubro. Na comparação com novembro de 2024, a redução foi de 8,2%.
“Ainda estamos com uma produção acumulada 4,1% mais alta do que nos primeiros onze meses de 2024, mas esse crescimento está muito abaixo do havíamos projetado para 2025, o que vem nos colocando em estado de alerta nos últimos meses”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea. “Esperamos que dezembro traga um alento às vendas de automóveis e comerciais leves, após o sucesso estrondoso do Salão do Automóvel. Já o segmento de pesados, o mais impactado pelos juros elevados, precisa de um olhar mais atento para que retorne a patamares normais e o setor possa garantir a manutenção de empregos”, complementou Calvet.
Fonte: Assessoria de Comunicação ANFAVEA
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