Inovação e automação andam cada vez mais juntos. A possibilidade de que novas tecnologias possam substituir parte do trabalho humano causa em alguns casos, até um certo pânico.
Claudio Flor*
Genialidade é um talento nato e está ligada ao impacto duradouro que alguém causa na sociedade por sua capacidade de introduzir novas ideias inovadoras. O alto QI não são sinônimos dos grandes inovadores.
As pessoas com habilidades cognitivas acima da média estão ligadas à obsessão por temas inovadores. As grandes realizações não nascem de um único momento de inspiração, mas sim de um esforço contínuo movido por paixão intensa, que pode beirar a obsessão que floresce melhor em ambientes que respeitam o ritmo individual. Os grandes inovadores estão ligados à busca por excelência, característica frequente em pessoas com alto desempenho intelectual e ansiosos. A sensibilidade sensorial e estímulos excessivos as leva a procurar ambientes de trabalho solitários e silenciosos. Alguns hábitos oferecem indicações de diagnóstico que combinam com uma rara curiosidade, dedicação, sensibilidade e alguns padrões de comportamento sutis (roer unhas, falar sozinho entre outros).
Quando falamos em IA (Inteligência Artificial), este tema inevitavelmente surge e se contrapõe à inteligência humana e às vezes à ética. A possibilidade de que novas tecnologias substituam parte do trabalho feito por pessoas empreendedoras causa largas discussões e em alguns casos, até um certo pânico. A ausência de diretrizes claras para o uso da IA no dia a dia, em ambientes profissionais, setores criativos ou de criação, contribui para uma confusão e para um debate recorrente: o certo e o errado de usar Inteligência Artificial? Em quais processos usar?
Inovação e automação andam cada vez mais juntos. O pensamento crítico, a criatividade e a interpretação individual continuam indispensáveis e, quando aliados às ferramentas tecnológicas, tornam o trabalho mais ágil e resultados muito mais assertivos (menores erros).
Contar com o apoio de uma tecnologia para automatizar tarefas simples e repetidas nos permite direcionar nossa energia para o que realmente importa pensar: inovações.
No final, o propósito das novas inovações não deve ser substituir o pensamento ou ação humana, mas abrir espaço para que ele floresça mais. Nunca se deve pensar em inovação sem a presença de um ser humano que irá dirigir a IA para ajudá-lo a aprimorar a sua criatividade.
Por sua vez a IA, que também foi uma das inovações criada pela obsessão de um ou de vários intelectuais dos últimos tempos que desejavam dar um passo à frente, tem a capacidade de mais rapidamente absorver as necessidades e abreviar o tempo de execução de inúmeras tarefas.
No atual estágio da vida moderna, não dá para abrir mão da IA e temos certeza de que os inovadores continuam a busca de novas ferramentas que a cada dia irão simplificar a execução de inúmeras atividades em nossas vidas.



*Claudio Pereira Flor é Engenheiro mecânico e empresário.
- Especializou-se em Tecnologia de Transformação do Aço – Laminação AB em Bofors / Suécia. Foi diretor técnico da Fröhling do Brasil com estágios na Alemanha
- Participou da implantação da Aços Finos Piratini, atual Gerdau no Rio Grande do Sul e da MDKF empresa de laminação e corte.
- Sócio fundador e atual presidente da Divimec empresa especializada no fornecimento de linhas de corte longitudinal e transversal, tendo contabilizado a entrega de mais de 300 linhas que produzem cerca de 5 milhões de toneladas/ano.










