Apesar da queda de 8,9% na produção de autoveículos no primeiro bimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, principalmente devido à redução de 28% nas exportações a Anfavea se mostrou otimista. Isoladamente o mês defevereiro de 2026, registrou na produção de automóveis e comerciais leves aumento de 25% em relação a janeiro de 2026, enquanto na produção de caminhões e ônibus o crescimento foi de 22% no mesmo período.
Mas a indústria está comemorando o nível de emplacamento, cuja média diária em fevereiro de 2026 foi de 10,3 mil unidades, a segunda melhor para o mês nos últimos 10 anos.

Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves cresceram 8,8% em fevereiro de 2026 em relação a janeiro de 2026, e os de caminhões e ônibus aumentaram 4,5% no mesmo período. Sendo que 43% dos veículos eletrificados emplacados em fevereiro de 2026 foram de produção nacional, que também é o melhor resultado da série histórica.
“O resultado dos investimentos em novas tecnologias e produtos é cada vez mais palpável. Temos desafios para manter nosso crescimento dos últimos anos, e o mais novo deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos. Porém, de nossa parte, acreditamos na resiliência da cadeia automotiva brasileira e na firme intenção dos nossos associados de continuar investindo no país”, disse Igor Calvet.
Já nas exportações o resultado não foi tão bom pois caíram 28% no acumulado de janeiro-fevereiro de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.
Ainda falando de comércio exterior os emplacamentos de veículos importados diminuíram 4,5% no acumulado de janeiro-fevereiro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
No segmento de Caminhões e Ônibus apesar de os emplacamentos de fevereiro de 2026 terem mostrado melhora, o resultado acumulado ainda apresenta queda. Os caminhões pesados registraram uma redução de 36,3% no acumulado de janeiro-fevereiro de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.
Fazendo uma análise do quadro atual o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet destacou que a guerra no Oriente Médio e as incertezas tarifárias nos Estados Unidos impactaram os custos logísticos e reduzem a competitividade da indústria, aliados a alta taxa SELIC (15%) e a inflação que têm atrasado sua redução em 2026.
Por fim destacou que o emprego no setor automotivo se manteve estável, com um leve aumento de 109,5 mil para 110,8 milempregos entre janeiro e fevereiro de 2026.
Fonte: Anfavea










