Acabamos de lançar o Anuário Brasileiro da Siderurgia- Digital 2026, onde destacamos que os principais líderes das entidades que coordenam a produção e consumo de aço no Brasil e na América Latina avaliam que 2026 será mais um ano de estabilidade incômoda, pois seguimos abaixo do patamar considerado mais confortável. Neste início de ano, surgem algumas notícias positivas, como o encerramento dos processos de análise de dumping de laminados no Brasil, o que deve frear ou ao menos reduzir a escalada das importações, sobretudo da China. Mas ainda há muitas nuvens negras no horizonte.
Segundo nossas apurações divulgado no Anuário assim se distribuiu o consumo de aço no Brasil

Complementando e de acordo como que detalha Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do IABr:
“Em 2025, os setores que responderam pelos maiores volumes de compra de aço nacional foram a Construção Civil, com 37,3% de participação, seguida pelo setor Automotivo, com 24,8%, e o de Bens de Capital, com 19,2%. Esses segmentos somados representam mais de 81,3% do consumo nacional e devem permanecer como os principais pilares de demanda em 2026”.
E considerando um universo maior como a América Latina, assim se expressou Ezequiel Tavernelli, diretor executivo da Alacero- Associação Latino Americana de Ferro e Aço:
“O comportamento do consumo de aço nos países da América Latina em 2025 mostra heterogeneidade. Espera-se que a recuperação continue na Argentina, com um crescimento de +17% na comparação anual, embora o país siga operando abaixo dos níveis de 2022. No Brasil, o fechamento do ano em +2,6% em relação a 2024 sustentará parcialmente o desempenho regional, juntamente com a Colômbia que, a partir de um melhor desempenho no 2º semestre, fechou o ano com um crescimento de 6%. Por outro lado, o México (-10%) deve seguir a tendência de contração. O caso mexicano é especialmente relevante, pois historicamente tem sido o maior mercado consumidor da região. A queda prevista para 2025 altera significativamente o peso relativo dos países: o Brasil deve assumir a liderança como maior consumidor regional em 2026”.
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