Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o custo da água dessalinizada no país varia entre R$ 2,63 e R$ 4,21 por metro cúbico (m³), valor equivalente entre US$ 0,5 e US$ 0,8, considerando a cotação do dólar a R$ 5,26. Em comparação, as tarifas industriais podem alcançar patamares mais elevados, como no Rio de Janeiro, onde o preço do metro cúbico chega a R$ 43,29. A dessalinização consiste na remoção do sal e de outros minerais da água do mar ou da água salobra, o que viabiliza o uso para consumo humano e atividades produtivas.
Os efeitos da dessalinização já se manifestam de forma concreta tanto na indústria quanto em territórios brasileiros com restrição hídrica. No setor industrial, a tecnologia garante autonomia no abastecimento e reduz a exposição a crises hídricas. Com custos até dez vezes menores que as tarifas cobradas por concessionárias, a dessalinização da água desponta como alternativa economicamente viável para o abastecimento hídrico da indústria brasileira.
Além do uso industrial, os impactos alcançam economias locais dependentes do turismo e de serviços. Em Fernando de Noronha, a construção de uma usina de osmose reversa aumentou a oferta de água em 122% e eliminou o racionamento. O ganho de segurança hídrica criou condições para a expansão da atividade turística e resultou em crescimento de 69,4% na receita do setor.
Apesar do custo competitivo e da maturidade tecnológica, o estudo aponta a necessidade de avanços no ambiente regulatório. A complexidade do licenciamento ambiental e a ausência de um marco legal específico para o descarte da salmoura ainda criam incertezas e podem atrasar novos investimentos.
Fonte: Jornalismo – CNI imprensa@cni.com.br Assessoria de imprensa











