O Inda – Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço divulgou os números do desempenho do setor de processamento e venda de aços planos de março.

Em março de 2026, o setor de aços planos apresentou desempenho positivo em compras e vendas, mas com retração nas importações.
As vendas avançaram 18,4% sobre fevereiro, alcançando 351,9 mil toneladas, contra um total de 297,2 mil toneladas daquele mês e cresceram 6,1% na comparação anual.

As compras somaram 354,8 mil toneladas, alta de 16,0% frente a fevereiro que havia registrado um total de 306 mil toneladas e 7,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
O movimento dos estoques registrou uma posição estável, com leve alta de 0,2%, totalizando 1.138,6 mil toneladas, o que representa giro de 3,2 meses de vendas.
Já as importações recuaram fortemente: queda de 33,0% frente ao mês anterior e de 21,0% em relação a março de 2025, encerrando em 271,4 mil toneladas.
Para abril, a expectativa da rede associada é de retração de 7,5% tanto nas compras quanto nas vendas, sinalizando possível ajuste após o crescimento observado em março.
Segundo Carlos Loureiro, presidente do INDA, neste momento o grande problema está na importação do chamado aço contido, ou seja aquele aço que já vem processado em forma de veículos, de máquinas, de implementos agrícolas e rodoviários, de utensílios domésticos etc. Este aço na verdade está roubando além do mercado de distribuição, toda uma cadeia de industrias e mais diretamente empregos de brasileiros, pois os produtos chegam prontos, desativando por aqui as fábricas nacionais.
Chamamos a atenção para um artigo que apresentaremos em nossa edição da Revista Siderurgia Brasil de abril e que estará no ar em nosso portal no dia 30 de abril, onde apresentaremos um artigo sobre o avanço da China sobre os nossos mercados. Haverá uma análise e uma opinião de quem vive este momento muito de perto.
Fonte Inda







