Levantamento recente da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), divulgado pela CNN Brasil, mostra que os custos de geração de energia solar, eólica e dos sistemas de armazenamento em baterias registraram quedas históricas nos últimos 15 anos. O estudo também indica que os preços dessas tecnologias deverão continuar em trajetória de redução ao longo da próxima década.

Como reflexo disso, o custo médio da chamada energia renovável firme apresentou forte recuo. O indicador internacional, que era de US$ 100 por megawatt-hora (MWh) em 2020, passou para uma faixa entre US$ 54 e US$ 82/MWh em 2025. Esse cenário aumenta a atratividade dos investimentos e acelera a substituição de combustíveis fósseis por fontes limpas em diversos países.
No Brasil, a maior competitividade das energias renováveis favorece o desenvolvimento econômico e a modernização industrial. Especialistas destacam que a redução dos custos beneficia tanto consumidores comerciais quanto residenciais, ampliando o acesso à microgeração, e proporcionando economia nas despesas com energia.
Para aproveitar plenamente esse ciclo de barateamento projetado pela Irena, o país ainda precisa avançar na modernização de sua infraestrutura de distribuição elétrica. Segundo Anderson Oliveira, CEO Operacional da Eco Power, empresa especializada em projetos de energias renováveis, a expansão sustentável do setor depende da descentralização da geração e de investimentos tecnológicos compatíveis com a realidade das redes nacionais.
Já Náchila Oliveira, CEO de Estratégias da mesma empresa, ressalta que o crescimento dos projetos de energia renovável e o avanço das matrizes inteligentes terão papel decisivo na otimização dos sistemas interligados, contribuindo para maior eficiência energética e a redução da sobrecarga das redes de distribuição.







