A siderurgia brasileira encerrou junho de 2026 com um cenário de estabilidade na produção, mas de enfraquecimento do mercado interno e piora na percepção dos empresários. A produção de aço bruto somou 2,8 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao mesmo mês de 2025, com leve alta de 0,1%. Já a produção de laminados recuou 8,0%, para 1,8 milhão de toneladas, enquanto os semiacabados para vendas cresceram 11,8%, atingindo 816 mil toneladas.
No mercado doméstico, as vendas internas caíram 5,0%, totalizando 1,8 milhão de toneladas, e o consumo aparente recuou 11,0%, para 2,2 milhões de toneladas. No comércio exterior, as exportações somaram 912 mil toneladas, queda de 14,8% em volume, enquanto as importações atingiram 476 mil toneladas, retração de 20,1%.

No acumulado do 1º Semestre, a produção de aço bruto alcançou 16,3 milhões de toneladas, redução de 1,5% frente ao mesmo período de 2025. As vendas internas permaneceram praticamente estáveis, com leve queda de 0,2%, enquanto o consumo aparente diminuiu 5,3%.
O ambiente de negócios também perdeu força. Em julho, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) recuou 2,2 pontos, para 45,6 pontos, registrando o menor nível desde dezembro de 2025. Como o índice permanece abaixo dos 50 pontos, o resultado indica predominância de falta de confiança entre os executivos do setor, refletindo expectativas mais cautelosas para os próximos meses.
Fonte: Aço Brasil







